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Terça-feira, 15 de junho de 2010 - 13h25m

Agronegócio > Milho

AL: cultura do milho gera renda para agricultores pelo interior alagoano



Arapiraca/AL

Com a chegada das festas juninas, a venda de milho está em alta nas feiras populares. Em Arapiraca, os consumidores também comemoram a queda de preço do produto, devido a grande colheita registrada na região. Agricultores familiares seguem entusiasmados com a lavoura e vários deles vêem os resultados da política do governo do Estado para o setor, que incluiu, entre outras ações, à doação de sementes e assistência técnica.

José Correia de Lima, morador do Poção, zona rural de Arapiraca, planta milho há 20 anos. No início do ano, ele recebeu sementes para cultivar a lavoura numa área de aproximadamente uma tarefa – o equivalente a mais ou menos 3 mil m².

Após um período de 80 dias, tempo usual para a colheita do milho, o agricultor familiar colheu aproximadamente 120 braças do produto – cada braça equivale a 50 espigas.

Mesmo com o preço em baixa, José Correia diz que a cultura do milho continua lucrativa e “sempre traz um dinheirinho a mais” para a família. Todo o milho plantado, o agricultor vende numa barraca às margens da rodovia AL 110 ou, com menos frequência, devido a pequena quantidade que ele produz, para comerciantes na feira livre de Arapiraca.

“A cultura do milho ainda é uma boa opção para nós. Plantamos apenas uma vez por ano, e com o início das chuvas, colhemos em média após 80 dias. O resultado tem sido bom em todos esses anos, mas imagine se a gente tivesse irrigação e pudesse colher várias safras por ano?” indaga o agricultor.

Enquanto José Correia descascava uma espiga, na feira livre de Arapiraca, a vendedora de milho Terezinha Silva dos Santos, moradora da cidade de Traipu, aproveitava o baixo preço do produto, para comprar de uma só vez duas sacas com 50 espigas cada.

Ele comemorava a redução da braça do produto de uma semana para outra. “Na semana passada, paguei R$ 20,00 pela braça e hoje estou comprando a R$ 10,00, o que graças a Deus vai me render um lucro melhor”, revelava.

Terezinha Silva esperava vender todas as 100 espigas nestes próximos dias, em Traipu, ao preço médio de R$ 1 real cada. “Vendo milho assado e cozido”, informava.

A família da feirante Margarida Félix é outra que também tem sobrevivido com a venda de milho por feiras populares da região. Moradora da zona rural de Arapiraca, ela trabalha há 15 anos com o marido, Cícero Paulino e o cunhado, Givaldo Paulino. Ela sabe que a cultura do produto tem sido rentável durante todo o ano.

“Quando não temos milho daqui da região, vamos buscar em municípios de Sergipe”, contava a comerciante, reconhecendo que a cada safra a produção de milho tem melhorado em Alagoas.

“Este ano, nós já vendemos a braça a até R$ 20,00, mas como tem muita gente trazendo milho para vender na feira, o preço reduziu. Mesmo assim ainda é um bom negócio, pois tanto milho tenha que as pessoas compram”, declarava a feirante.

Tradição no consumo do milho
A utilização do milho na alimentação humana remonta a séculos, constituindo um alimento tradicional da dieta de vários povos, principalmente aqueles que se originaram das civilizações Asteca, Maia e Inca, nas Américas do Sul e Central. No Brasil, o consumo do milho também é antigo, e o alimento sempre foi produzido pelos agricultores familiares.

Em Alagoas, não é diferente. O milho faz parte da alimentação de quase todo mundo, especialmente quando chegam os festejos juninos, que coincidem com a época da safra. Graças à sua constituição química, obtêm-se dos grãos do milho, verdes ou maduros, diversos derivados, os quais compõem uma diversidade de produtos, entre eles o fubá, o cuscuz, a pamonha, ou simplesmente o milho cozido ou assado.

O valor nutritivo do milho, diretamente relacionado aos compostos químicos presentes nos grãos, é um dos principais motivos da sua utilização na alimentação. O milho é especialmente rico em carboidratos (açúcares).

Algumas vitaminas também são encontradas no milho, com destaque para a B1, a B2, a vitamina E e o ácido pantotênico, além de alguns minerais, principalmente o fósforo e o potássio. Outro nutriente que se destaca como constituinte dos grãos do milho são as proteínas, cujos teores chegam, em média, a 9,5%.

Para manter a tradição do plantio e do consumo e estimular a produção, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), faz a distribuição de sementes aos agricultores familiares todos os anos. Em 2010, foram mais de 275 toneladas de sementes de milho entregues aos agricultores familiares, principalmente do Agreste e Sertão, que são as regiões mais propícias ao cultivo do grão.

Uma parte da produção é vendida nas feiras livres em várias cidades do Estado, como Arapiraca, e de lá segue para a mesa das famílias.


Fonte: Governo de Alagoas














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