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Quinta-feira, 17 de junho de 2010 - 19h05m

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SP: Feicorte 2010 é centro de debate sobre erradicação da aftosa



São Paulo/SP

“Acredito que o Brasil ainda precisa ampliar sua área livre de febre aftosa com vacinação antes de suspender a prevenção.” A conclusão é do presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (Cnpc), Sebastião Costa Guedes, uma das lideranças brasileiras na questão de erradicação da doença. Guedes coordenou o fórum sobre o futuro do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), realizado ontem (16), durante a 16ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, a Feicorte.

Embora o tema principal tenha sido o Pnefa, grande parte dos debates foi tomada pela possibilidade de alguns estados, como Paraná e Mato Grosso, pleitearem a classificação de área livre de febre aftosa sem vacinação. O objetivo é a conquista de mais e melhores oportunidades no mercado global de carne bovina. Por outro lado, diversos representantes do setor consideram tal mudança como um risco. O diretor de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jamil Gomes de Souza, alertou: “Se algum estado perder o status sanitário já conquistado, terá muitas dificuldades para recuperá-lo”.

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho, foi categórico ao afirmar que o Estado não deixará de vacinar. Guedes, do Cnpc, apóia a decisão, pelo fato de o agronegócio paulista ainda receber muitos animais de outras regiões. Mas declara não se opor a quem busca deixar de vacinar, desde que atenda todas as exigências sanitárias para que isso ocorra e haja infraestrutura necessária para sustentar tal condição.

Também se fala sobre interromper a vacinação contra aftosa no Rio Grande do Sul, mas há representantes dos próprios pecuaristas contrários a essa possibilidade. É o caso da Associação Brasileira de Angus, entidade de criadores de uma das principais raças bovinas de corte naquele estado. “Nossa condição geográfica e de fronteira seca com países do Mercosul não nos oferece condições para um isolamento, caso ocorra um surto”, justificou o presidente da entidade, Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Francisco Sérgio Ferreira Jardim, comentou que a defesa sanitária é uma questão de comportamento: “Se tiver comportamento de risco, a situação também será de risco”.

Avanços necessários
Independentemente se mais estados chegarão ao status já alcançado por Santa Catarina, é fundamental que o Pnefa continue evoluindo. Segundo Sebastião Guedes, Mapa tem promovido importantes melhorias no processo, sobretudo na questão da vigilância sanitária nas fronteiras com países como Paraguai e Bolívia.

O diretor geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues Neto, apresentou algumas alternativas para que o País avance rumo à retirada da vacinação sem colocar a pecuária nacional em risco. Uma delas é que isso aconteça de forma gradativa, por faixa etária de animais, por exemplo. E destacou ser imprescindível a criação de um fundo nacional de indenização. “Sem isso, é inviável pensarmos em parar de vacinar”, afirmou.

Guedes vai além, e chamou a atenção para a constituição para um fundo com objetivos maiores, de contribuir para a prevenção como um todo. A exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, como explicou o convidado internacional, o presidente da Associação dos Sojicultores dos EUA e do US Soybean Checkoff, Philip Bradshaw. O executivo norte-americano acrescentou que o interesse em erradicar a aftosa é geral, e que as Américas do Norte e do Sul devem trabalhar em conjunto. “Estamos aqui para ajudar”, confirmou.


Fonte: Feicorte 2010














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