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Quarta-feira, 23 de junho de 2010 - 07h27m

Agricultura > Citros

SP: cancro cítrico identificado em viveiro de mudas paulista



Limeira/SP

A Secretaria de Agricultura de São Paulo confirmou o retorno de casos de cancro em viveiros de citros no Estado, após um ano e oito meses sem registro da doença em mudas. O caso, em um viveiro de Limeira (SP), foi confirmado em maio pelo Instituto Biológico, mantido desde então em sigilo e só revelado pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) após o questionamento feito pela Agência Estado. De acordo com a assessoria da secretaria, o governo não é obrigado a divulgar publicamente casos como esse.

Segundo o coordenador de defesa vegetal da CDA, Mário Sérgio Tomazela, uma auditoria no viveiro em Limeira apontou a suspeita de cancro em um porta-enxerto - planta cítrica utilizada na parte inferior do enxerto. Após a confirmação, no dia 25 de maio, 170 mil porta-enxertos foram destruídos. O viveiro segue em quarentena por dois meses para avaliarmos se houve a transmissão da doença para mudas, disse Tomazela.

O último caso de cancro em viveiros ocorreu em outubro de 2008, também em Limeira. Das 650 mil mudas do estabelecimento, 280 mil foram eliminadas à época. O retorno do cancro em viveiros paulistas ocorre após o governo afrouxar as regras para o controle da doença no Estado de São Paulo. Entre 1999 e junho de 2009 era obrigatória a erradicação de todas as árvores com cancro em um raio de 30 metros de distância de uma contaminada e ainda de todo um talhão - com cerca de 2 mil árvores - caso o índice de contaminação chegasse a 0,5%. Por pressão dos citricultores, a Secretaria da Agricultura de São Paulo revogou a determinação referente aos talhões.

O ressurgimento do cancro em viveiros ocorre também após a CDA assumir toda defesa sanitária em citros no Estado, região que é a maior produtora mundial de laranja. Em janeiro, o Fundecitrus, que atuava na função de vistorias e controle de doenças cítricas, deixou as atividades após o fim do convênio com o governo paulista. A Secretaria de Agricultura negou a relação entre o afrouxamento das regras para o controle do cancro e a saída do Fundecitrus com o novo caso da doença e classificou essa possibilidade como uma opinião da reportagem.

Após a confirmação do caso em viveiros, no último dia 7 de junho o secretário da Agricultura, João Sampaio, participou da abertura da Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP), cidade vizinha a Limeira. No evento, Sampaio salientou a consolidação do sistema paulista de mudas cítricas certificadas e o trabalho realizado pela CDA no credenciamento de viveiros. São Paulo tem 517 viveiros, os quais produzem cerca de 20 milhões de mudas.

Causado pela bactéria Xanthomonas axonopodis, o cancro cítrico ataca todas as variedades e espécies de citros e é uma das mais graves doenças da citricultura. A doença manifesta-se por lesões em folhas, frutos e ramos, e pode provocar a queda de frutas e folhas com sintomas. (AE)

Gustavo Porto


Fonte: Folha de Londrina














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