Boa tarde!
17/08
 

Notícias

Voltar
Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 08h41m

Eventos > Palestra

AP: secador solar da Embrapa é tema de palestra para estudantes e produtores do setor madeireiro em Macapá



Macapá/AP

As vantagens do secador solar para madeira serão apresentadas pelo criador da inovação tecnológica, Osmar José Romeiro de Aguiar, a pesquisadores, estudantes de engenharia florestal, técnicos e empresários do setor madeireiro, durante uma programação no auditório da Embrapa Amapá (Macapá-AP), hoje (24). Osmar Aguiar é pesquisador aposentado da Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e veio ao Amapá para apresentar a tecnologia e discutir sua adaptação para a secagem de vários produtos agroflorestais, com ênfase na castanha-do-brasil. Na segunda-feira e terça-feira, ele visitou áreas de produção de castanha-do-brasil na Reserva Extrativista do Rio Cajari, localizada no sul do Amapá, acompanhado da pesquisadora Ana Euler.

Um grupo de pesquisadores da Embrapa Amapá que atua na pesquisa com floresta reuniu com Osmar Aguiar na manhã de ontem (23), com o objetivo de discutir a viabilidade de um projeto para secagem de castanha-do-brasil e de outros produtos florestais madeireiros e não-madeireiros. A programação tem continuidade na quinta-feira, com palestra pela manhã dirigida a estudantes concluintes do curso de Engenharia Florestal do Immes e da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), e pela tarde para técnicos e representantes do setor produtivo.

O secador solar desenvolvido pela Embrapa é considerado único no gênero. A inovadora arquitetura, com três câmaras internas, feita de madeira, plástico e vidro, facilita atingir a eficiência na secagem e melhorar a qualidade final dos produtos. Osmar Aguiar cita que os dois principais diferenciais deste modelo são as câmaras internas (de aquecimento, secagem e desumidificação), e a chaminé, que elimina de forma natural a umidade.

Dentro do secador, a temperatura chega a ser 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. A tecnologia é cerca de 53% mais econômica se comparada aos métodos convencionais.

Osmar Aguiar iniciou a pesquisa em 2004, desenvolvendo diferentes modelos até chegar ao protótipo com 2,2 de largura, por 2,50 de altura e 6,42 de comprimento. Trata-se de um equipamento portátil, de fácil montagem e desmontagem, feito com materiais leves, duráveis e resistentes. Além do policarbonato, na construção do secador solar da Embrapa empregam-se madeira (para piso, vigas e bancadas de secagem), alumínio, metalon, tubo de PVC (para a chaminé), exaustor eólico e fita adesiva especial de dupla face. O valor do investimento para se construir um igual varia de R$ 3 mil a 5 mil, estima o pesquisador.

O modelo foi testado com sucesso para secagem de madeira, fibras de côco e folhas de nim. O tempo de secagem varia de produto para produto. A madeira de jatobá, de grande valor para exportação, teve sua umidade reduzida a dez por cento em 40 dias de secagem solar. A temperatura interna do secador solar, detectada pela pesquisa no Pará, pode chegar a 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo. “Muito mais rápido que na secagem ao ar”, compara o pesquisador, lembrando como exemplo que, na região Sul, a secagem ao ar de tábuas de eucalipto demora de quatro a cinco meses.

Por conta desta inovação tecnológica, a Embrapa Amazônia Oriental (PA) já ganhou um prêmio Finep na categoria Processos, por tratar-se de um processo inédito de secagem acelerada de madeira, pelo método de Transição Vítrea da Lignina. O processo é resultado da tese de doutorado de Osmar Aguiar e já está patenteado pelo Brasil, por meio da Embrapa e pela Franca, por meio da Engref (Escola Nacional de Engenharia Rural, Águas e Florestas de Nancy, França).


Fonte: Embrapa Amapá














© Copyright 2018, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r