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Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 11h26m

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GO: parceria contra o “mal da vaca louca”



Goiânia/GO

O Sistema Faeg/Senar e a Superintendência Federal de Agricultura de Goiás (SFA) iniciou, ontem (23), mais uma etapa da parceria de orientação aos pecuaristas de corte e leite sobre os riscos da Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida popularmente como “mal da vaca louca”. Durante a reunião da Comissão de Pecuária de Leite da Faeg, realizada ontem, na sede do Sistema Faeg/Senar foi lançada a cartilha Como evitar a doença da vaca louca no Brasil e apresentados os cronogramas para ampliar as ações conjuntas de orientação.

De acordo com o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Faeg, Antônio da Silva Pinto, as duas entidades já vêm promovendo ações individuais de orientação aos produtores. “A parceria quer atingir um maior número de pecuaristas e esclarecer aos produtores rurais quais os riscos da doença no Brasil, o que deve e o que não deve ser adotado no manejo dos animais, sobretudo na alimentação”, explica.

Com a publicação da Instrução Normativa (IN) nº 41, foram instituídos novos procedimentos sanitários para mitigar o risco de introdução da doença no país. A mudança na legislação veio em um momento no qual o Brasil caiu no ranking da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), quanto ao risco de contaminação do mal da vaca louca no rebanho brasileiro. Antes, o País se encontrava no status de Risco Insignificante/Desprezível, hoje o Brasil está no Risco Controlado. Na mesma classificação encontram-se países que tiveram problemas com a disseminação da doença em seu território, como Estados Unidos e Canadá.

Para o presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mario Schreiner, o produtor deve ficar atento ao mal uso da cama de aviário, e a parceria entre a entidade e a SFA objetiva levar aos produtores maiores informações sobre o risco da utilização do resíduo orgânico e dos prejuízos que os pecuaristas podem ter na comprovação do uso para alimentação de ruminantes. Caso isto ocorra, o produtor deve abater todo o seu rebanho em um frigorífico com inspeção federal em um prazo de 30 dias. Não cumprindo a determinação no período estipulado, os animais serão abatidos na própria propriedade, com o produtor arcando com todas as despesas.

Campanha
Além da cartilha Como evitar a doença da vaca louca no Brasil, uma campanha de conscientização também é desenvolvida. Palestras com informações sobre a legislação, a doença e alternativas para a utilização da cama de aviário foram realizadas em 27 municípios goianos, enquanto novos cursos serão agendados conforme as demandas.

Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária da SFA, Antônio Albino da Silva, junto à campanha, a fiscalização às propriedades estão ocorrendo, porém, ela será intensificada a partir de julho. “O mal da vaca louca não é uma invenção. É uma situação grave que acarreta em sérios prejuízos. Na Inglaterra, por exemplo, praticamente todo o rebanho do país teve que ser dizimado”, alerta.

Sintomas da doença
Os sintomas da Encefalopatia Espongiforme Bovina, ou mal da vaca louca, são desordens comportamentais causadas por alterações do estado mental (apreensão, nervosismo, agressividade), falta de coordenação dos membros durante a marcha e incapacidade de se levantar. O animal afetado deixava de se alimentar e rapidamente perdia condição corporal.

Em duas a três semanas é necessário que o animal seja sacrificado, pois não responde a nenhum tratamento. No início da epidemia, a doença incidia apenas sobre animais adultos, a maior parte entre vacas entre 4 a 5 anos de idade, mas também ocorria em machos. Rebanhos bovinos leiteiros eram mais afetados que os rebanhos de corte. Todas as raças de bovinos eram afetadas.


Fonte: Faeg














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