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Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 14h03m

Agroindústria > Biocombustíveis

SP: SP BIO emprega tecnologia para transformar óleo de cozinha em biodiesel



São Paulo/SP

A SP BIO, usina escolhida para compor o ciclo fechado de empresas que participam do Projeto Biodiesel, liderado pelo McDonald’s e Martin-Brower, com apoio de mais oito empresas, é a responsável pelo tratamento e transformação do óleo de cozinha da rede em biocombustível, ação capaz de minimizar o efeito corrosivo do óleo sobre o meio ambiente e impulsionar empresas do setor quanto à reciclagem.

“De acordo com a legislação, os caminhões são obrigados a utilizar apenas 5% de biodiesel. Neste projeto já trabalhamos com a utilização de B20 em alguns caminhões e estamos obtendo resultados bem positivos. No futuro a estimativa é que esta porcentagem cresça e estimule outras empresas a também utilizarem este tipo de produto como um exemplo de ação bem sucedida”, afirma Haroldo Barros, sócio-diretor da SP Bio. “Somente as fritura de batatas e empanados McDonald’s geram cerca de três milhões de litros de óleo de cozinha por ano, o que possibilitaria abastecer com biodiesel B40 toda a frota de caminhões que atendem a rede no país. Por isso, se outras empresas seguirem este exemplo isso trará muitos benefícios econômicos e ambientais a todos.”

Por meio do emprego de tecnologia de ponta, a SP BIO gera biocombustivel através do óleo vegetal ou animal, sendo que o processo ocorre por dois meios: através do processo transesterificação, que exige baixíssima acidez do óleo, no qual a rota é feita com catalisadores alcalinos, (soda, metilado de sódio ou de potássio), ou então, através do processo de rota ácida, que admite maior acidez no óleo e também transforma ácidos graxos no combustível. Por esta rota é utilizado catalizadores ácidos.

“A transesterificação é o método mais utilizado pelas usinas no Brasil, cerca de 85% da produção nacional é concebida desta forma. Porém, no caso de óleos residuais que, em função da sua grande utilização e oxidação, têm acidez alta, utilizamos catalizadores ácidos. Portanto para transformá-los em biodiesel, a SP BIO utiliza primeiramente a rota de esteficação, para baixar a acidez do óleo para aproximadamente 1% e depois completar a reação na rota de transesterificação, transformando assim o produto em biodiesel (B100)”, explica Haroldo Barros, sócio-diretor da SP Bio.

Projeto Biodiesel
Em fase de testes, o Projeto visa o abastecimento dos caminhões com biodiesel produzido em ciclo fechado, através do próprio óleo utilizado nos restaurantes McDonald’s. Em um processo de logística reversa, os caminhões da Martin-Brower - empresa de Logística e Distribuição para o food service - ao entregar os produtos, recolhem e, posteriormente, testam o biocombustível produzido pela SP BIO nessa ação de sustentabilidade e reaproveitamento do óleo de cozinha.

“O Projeto Biodiesel é apenas um esboço da quantidade de biodiesel que podemos desenvolver por meio da reciclagem do óleo da rede. Hoje, a SP BIO recebe óleo de 20 lojas do McDonald’s, que já são capazes de abastecer cinco caminhões, sendo quatro com B20 e um com B100, isto é, 20% e 100% de óleo de cozinha reciclado, respectivamente”, explica Haroldo Barros, sócio-diretor da SP BIO.

Para a segurança em todas as etapas do transporte do óleo de cozinha a ser reciclado, foram desenvolvidas “bombonas” (galões) que são encaixadas perfeitamente embaixo das fritadeira e contam com travas de segurança para evitar o vazamento do líquido, que após armazenadas são enviadas para a Martin-Brower e de lá para a usina SP BIO, com sede na cidade de Sumaré, onde passa por processos de tratamento para virar o biodiesel.

Os testes foram iniciados em junho de 2009 e são liderados pela Martin-Brower e Arcos Dourados e envolvem outras nove empresas parceiras – Volkswagen, Shell, Thermo King, SP BIO, Tietê Caminhões e Ônibus, MWM International, Cummins, Tek Diesel e a ATA - Ativos Técnicos e Ambientais, como coordenação e consultoria do projeto.

O lançamento oficial do Projeto Biodiesel aconteceu no último dia 08 de junho, na sede da Martin-Brower, em Osasco.

Sobre a SP BIO
A SP BIO, usina produtora de biodiesel, fundada em 2006 com tecnologia própria, atua entre as grandes empresas brasileiras do setor. Com licença de operação e comercialização de biodiesel da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e órgãos ambientais, a empresa possui grande preocupação com o meio ambiente.

A SP BIO foi escolhida dentre todas as usinas produtoras de biodiesel no país para estar no pool de empresas que compõem o ciclo fechado do Projeto Biodiesel, parceria Martin-Brower e McDonald’s. Por agregar componentes que permitem o sucesso da transformação de óleos residuais em biodiesel especificado, a SP BIO atuará no programa fazendo o reaproveitamento sustentável do óleo residual utilizado na rede de lojas do Mcdonald`s e transformado em biodiesel para a utilização na frota de caminhões da Martin-Brower.


Fonte: SP BIO














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