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Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 14h06m

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MG: Rio Manso responde por 21% das vendas de inhame na Ceasa



Belo Horizonte/MG

Os agricultores familiares de Rio Manso, município localizado na região Central do Estado, entregaram à CeasaMinas, no período de janeiro a maio, 1,8 mil toneladas de inhame. Esse volume equivale a cerca de 21% de todo o inhame comercializado no entreposto no acumulado dos cinco meses, segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com Paula Braga Batista, assessora técnica Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar (Susaf) da Secretaria, o entreposto da Ceasa na Grande Belo Horizonte absorve cerca de 90% da produção total de inhame de Rio Manso. “Um pequeno volume é encaminhado diretamente a alguns supermercados e sacolões”, ela acrescenta.

No ano passado, as propriedades de agricultura familiar de Rio Manso destinaram à comercialização na Ceasa um volume da ordem de 2,6 mil toneladas de inhame. “Portanto, a comercialização do produto cultivado no município alcançou, no período de janeiro e maio deste ano, mais de 60% daquele volume que deu entrada no entreposto nos doze meses do ano passado”, enfatiza a assessora.

Ela informa que, em Rio Manso, os agricultores têm tradição no cultivo de hortaliças e a comercialização dos produtores alcança sucesso cada vez maior, em parte porque eles contam com o apoio do Barracão do Produtor. O programa, coordenado pela Secretaria da Agricultura, tem a participação das vinculadas Ruralminas e Emater-MG e também a parceria da CeasaMinas, Superintendência Federal da Agricultura em Minas Gerais, prefeituras e associações de produtores. Paula Batista explica que o Barracão é uma instalação física equipada para o beneficiamento de frutas e hortaliças antes de seguirem para o mercado. “Com os serviços oferecidos na unidade, os agricultores podem colocar no mercado seus produtos conforme as exigências de qualidade e segurança alimentar”, destaca.

Valorização do produto
O extensionista Eutiquiano Botelho Aguilar, da Emater-MG, também enfatiza a contribuição do Barracão do Produtor para a valorização dos produtos agrícolas de Rio Manso. Ele cita especialmente o inhame, que tem alcançado uma boa cotação no mercado: média de R$ 20,00 para o saco de 20 quilos. Já o custo de produção do saco, segundo Aguilar, é da ordem de R$ 10,00. “No ano passado, o preço atingiu R$ 45,00 no período chuvoso”, explica.

Segundo Aguilar, o inhame é uma planta rústica e seu cultivo é mais apropriado para os períodos de calor, mas atualmente as safras se estendem por todo o ano. “A colheita ocorre sete ou oito meses depois do plantio”, acrescenta o extensionista. “Uma das vantagens do cultivo do inhame é a possibilidade de trabalhar com resíduo de adubo, selecionando para o plantio principalmente as áreas antes ocupadas pela couve”, ele ressalta. “O resto de fósforo que permanece no solo é suficiente para o desenvolvimento do inhame.”

O custo de produção do inhame, em Rio Manso, é da ordem de R$ 6,0 mil por hectare, sendo o maior gasto com a irrigação, sistema obrigatório nesse cultivo. O investimento compensa porque a produtividade média por hectare plantado é de 1,5 mil sacos.

Além de obter destaque na produção de inhame, os agricultores familiares de Rio Manso são tradicionais produtores de couve-flor. De acordo com Aguilar, a produção de pepino e pimentão também é expressiva. Outros produtos que alcançam grandes safras no município são a berinjela e a alface, que também são vendidos principalmente na Ceasa da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Aguilar informa que a Emater-MG tem realizado encontros com os agricultores no Barracão do Produtor na última quarta-feira de cada mês. A próxima reunião será dia 30, e vai contar com a participação do Banco do Brasil de Bonfim. O tema do encontro será o Plano Safra 2010/2011. “A mobilização dos agricultores para a busca do crédito é o objetivo”, diz o extensionista. “No ano passado, os produtores de Rio Manso, com apoio da Emater-MG, obtiveram financiamentos do Pronaf da ordem de R$ 2,2 milhões para custeio e investimento.”


Fonte: Seapa/MG














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