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Quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 14h24m

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PA: Emater capacita suinocultores para adequação à legislação ambiental



Marituba/PA

Quinze criadores de porcos assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, participaram no último dia 15 de uma excursão técnica a criadouros do município de Castanhal, no nordeste do estado, para conhecer tecnologias acerca do tratamento dos excrementos dos animais, que vem a ser o principal desafio ambiental da atividade. Hoje, vivendo à beira do rio Maguari, a maior parte dos criadores joga todo o lixo diário na água - e somente de fezes, um animal costuma gerar até dez quilos por dia.

Embora trabalhem com suinocultura há décadas, os produtores - cujas varas variam de dez a 400 porcos - só mais recentemente começaram a ser advertidos pela fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para dar vazão adequada às fezes dos animais, sob pena de multa ou proibição daquele exercício, além de outras sanções. Já foram feitas, inclusive, blitze do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), com produtores multados e até ameaçados de prisão.

"Ou eles se adaptam às normas, ou vão ter que parar de produzir, sob a força da lei", conta o técnico em agropecuária Patrício dos Reis, chefe do escritório local da Emater. Os dejetos animais provocam forte odor desagradável (o que incomoda muito a vizinhança), poluem os rios (prejudicando o ecossistema) e atraem urubus. Fora isso, os porcos criados e abatidos sem vigilância sanitária tendem a mais doenças e a carne de pior qualidade nutricional.

As tecnologias sugeridas pela Emater para a solução do problema são a construção de uma fossa séptica, para quem não mora às margens do rio, ou a implantação do modelo de "cama sobreposta" (com colocação de serragem) nas pocilgas, ideal para os ribeirinhos.

Tanto em um caso como em outro, os restos da suinocultura seriam aproveitados como compostagem orgânica, ou para venda posterior ou até para os próprios criadores, que vêm sendo estimulados para Emater a diversificar a produção, cultivando hortas agroecológicas e pomares, por exemplo.

"Mesmo precisando gastar para mudar o sistema de produção, os modelos alternativos são mais compensadores financeiramente para o produtor, porque não exigem o mesmo custo e desperdício de água para a manutenção de limpeza que exige o sistema convencional, que é de chão de cimento. Ainda trazem uma renda extra, com a venda de adubo orgânico, ou a economia em relação a isso, quando se tem algum cultivo agrícola na propriedade", explica o veterinário da Emater Maxwell Falcão.

"A situação não é só monetária, mas principalmente de conscientização ambiental: Marituba já tem problemas com seus igarapés, e agora os rios? Rios poluídos trarão prejuízos para toda a sociedade", continua ele. Os criadores de Marituba visitaram as instalações da Escola Agrotécnica Federal de Castanhal (Eafc), onde existe uma fossa biológica, e a propriedade particular Granja Murakami, onde se pratica o sistema de "cama sobreposta".

Qualquer um dos investimentos é a princípio possível para a renda média dos produtores, que vendem o quilo do porco por até R$ 12 nas feiras de Marituba. No mais, dependendo do interesse de cada produtor, a Emater, a partir da elaboração de projetos, intermediará a contratação de crédito via o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O processo de incentivo à adequação ecológica encabeçado pela Emater em Marituba tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semab) e envolve, além de excursões técnicas, planejamento de cursos, provável implantação de uma unidade demonstrativa ou unidade de observação até o fim do ano, facilitação do acesso ao crédito rural e ações de educação ambiental.


Fonte: Governo do Pará














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