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Sexta-feira, 25 de junho de 2010 - 07h35m

Agronegócio > Café

EUA: preço do café atinge maior patamar em 12 anos



Estados Unidos

Os preços do café atingiram na quinta-feira o maior patamar dos últimos 12 anos para os contratos de segunda posição na bolsa de Nova York. Os futuros para setembro terminaram o dia cotados a US$ 1,6875 por libra-peso, ganho de 825 pontos (5,1%) em comparação ao dia anterior, mas os papéis chegaram a registrar uma valorização de 1.600 pontos durante as negociações no pregão eletrônico.

Analistas informaram que o forte ganho foi considerado um "movimento técnico do mercado", como diz o jargão. A diferença, no entanto, é que o movimento envolveu alguns fatores, entre técnicos e relacionados aos fundamentos, que expuseram uma "falha" no sistema de negociação da bolsa americana. 

Enquanto as negociações com contratos futuros são feitas 24 horas por dia e de forma eletrônica, os contratos de opção têm horários fixos de negociação. Na quinta-feira, fundos de investimento entraram no mercado futuro como compradores antes da abertura das negociações das opções. Isso gerou uma série de ordens de compras automáticas no mercado futuro - "stop loss" - de investidores que mantinham posições vendidas em opção, como forma de se proteger das oscilações.

Aliado a esse fator, a alta em Nova York ocorreu antes da abertura do mercado no Brasil, único fornecedor de café atualmente no mercado, já que os demais países produtores ainda não iniciaram a colheita. "A baixa disponibilidade de cafés, especialmente de melhor qualidade, abriu espaço para compra de fundos. Quando o mercado abriu no Brasil e os vendedores começaram a aparecer o mercado cedeu e recuou em comparação à alta da madrugada", disse Rodrigo Costa, operador da Newedge, de Nova York. As cotações do café chegaram a registrar ganhos de 1.600 pontos, antes das vendas do Brasil começarem a sair.
Para Alexandre Nahum, operador da Gradual Investimentos a alta foi meramente especulativa. Ele lembra que o Brasil pode colher uma safra recorde neste ano e que o risco de desabastecimento é pequeno, o que coloca o café em uma situação semelhante ao açúcar, quando os preços atingiram o maior valor em quase 30 anos no início do ano e depois caíram por semanas consecutivas.

"A bolsa deveria ter um dispositivo para evitar essa distorção. Uma alternativa seria criar uma forma de negociação das opções sem interrupções, como ocorre hoje, em que elas são negociadas apenas a partir das 8 horas da manhã", disse outro analista. 

Alexandre Inacio


Fonte: Valor Econômico














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