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Sábado, 26 de junho de 2010 - 13h20m

Agronegócio > Suínos

PR: suinocultura paranaense recupera exportação



Curitiba/PR

Os primeiros cinco meses desse ano marcaram o bom desempenho da exportação de carne suína do Paraná. Entre janeiro e maio, as vendas para o mercado externo foram 33,3% superiores se comparadas com o mesmo período de 2009. Ao mesmo tempo, a receita registrou aumento de 65,9% e os preços do produto valorizaram 24,5%. Mais do que um simples crescimento na exportação, os números apontam a recuperação comercial do setor que nos últimos anos enfrentou diversas dificuldades, como a ocorrência de febre aftosa no Estado e a crise financeira mundial.

Este ano, até maio, o Paraná exportou 23,2 mil toneladas de carne suína. O volume representou 10,4% das vendas do produto brasileiro no mercado internacional. Entre janeiro e maio do ano passado, foram 17,4 mil toneladas exportadas, com participação de 7,2% das comercializações brasileiras. As vendas externas este ano já somaram US$ 54,5 milhões, enquanto em 2009 totalizaram, na mesma época, US$ 32,8 milhões.

A médica veterinária Ana Paula Brenner Busch, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimeto (Seab), ressalta que esse desempenho positivo marca a retomada do setor, que é lenta mas está acontecendo. O Estado está recuperando os mercados anteriores e expandindo para outros, aponta Ana Paula, destacando que as importações da Rússia vêm crescendo significativamente, depois de terem sido paralisadas por causa do problema da febra aftosa no Estado. Até recuperarmos o mercado que foi tomado por outros estados leva tempo, analisa.

Nos primeiros cinco meses de 2010, a Rússia voltou a ocupar a primeira posição de destino da carne suína paranaense. O país comprou 7,6 milhões de quilos do produto, somando uma receita de US$ 20,8 milhões. No mesmo período de 2009, a importação russa totalizou 3,2 milhões de quilos e US$ 5,5 milhões, respectivamente. No ano passado esse país pagava US$ 1,70 pelo quilo da carne paranaense e agora paga US$ 2,7 o quilo. O volume exportado do Paraná para a Rússia esse ano foi 136,4% maior, resultando numa receita 275,8% melhor para o Estado em relação a este parceiro comercial.

Em 2010, o segundo principal país importador da carne suína paranaense foi Hong Kong, com volume de 6,6 milhões de quilos e receita de US$ 14,7 milhões. Em terceiro ficou o Uruguai, com 1,8 milhões de quilos e US$ 5,5 milhões, respectivamente.

Preço ao produtor tem valorização de 24,5%
Para o produtor, a veterinária do Deral, Ana Paula Brenner Busch, aponta que o período também foi positivo sob dois aspectos. Primeiro porque os preços pagos pela carne suína paranaense valorizam 24,5%. O preço pago ao produtor passou de US$ 1,88 para US$ 2,35 o quilo, em média. Depois porque o custo de produção tem sido favorável, já que o milho - principal fonte de alimento para a criação de suínos - vive momento de forte oferta e com preços baixos.

Apesar disso, Ana Paula ressalta que a retomada de preços ainda está tímida já que a oferta de suínos está equilibrada com a demanda. Mesmo no momento de crise do ano passado, por exemplo, quando além da crise financeira o setor enfrentou a epidemia da gripe H1N1, popularmente conhecida como gripe suína, a qual afetou diretamente o consumo da carne, houve concentração e aumento de produção em algumas granjas do Estado.

Para Carlos Francisco Gesdorf, presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), o aumento de preços para o produtor não foi tão significativo, contudo o momento aponta a melhora do setor. A gente comemora, mas ainda é uma melhora incipiente em termos de valores, frisa Gesdorf. A expectativa é aguardar a mudança do consumo, que sempre aumenta no período de inverno. Por enquanto ainda não sentimos essa melhora, lamenta o presidente da APS, que credita o fato à queda nos preços da carne das aves e de boi. Há 30 dias, segundo ele, o preço pago ao produtor no mercado interno está estagnado, a média tem ficado entre R$ 2,10 2 R$ 2,15.

Na opinião dele, essa retomada do mercado de exportação pode ser alavancada se o Paraná conseguir o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. Isso, sim, vai alterar significativamente o mercado, considera. Segundo Gesdorf, a APS tem trabalhado junto à Seab na tentativa de conquistar esse status.

Erika Zanon


Fonte: Folha de Londrina














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