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Segunda-feira, 28 de junho de 2010 - 07h19m

Agronegócio > Feijão

PR: mesmo com leilão, preços do feijão devem se manter em alta



Curitiba/PR

O leilão de feijão que será realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na próxima quarta-feira não deve abaixar os preços do produto no mercado interno, segundo analistas ouvidos pelo DCI. Em contrapartida, a Conab afirma que a ação do governo funciona como um sinal para demonstrar que acompanha o desempenho do setor de perto. O certame terá duas etapas: na primeira, serão vendidas 20 mil toneladas de feijão comum cores; enquanto na segunda operação serão comercializados 4,8 toneladas de feijão anão misturado abaixo do padrão.

"O governo está preocupado em regular o preço do feijão e eu não acredito que o preço caia no mercado. Além disso, o feijão que será leiloado é mais velho e não terá condições de competir com um grão mais recente", disse Sandra Hetzel, analista de mercado da Unifeijão. Após a batida do martelo no leilão, o grão chega ao mercado entre 15 e 20 dias.

A 3ª safra do feijão, que se inicia entre o fim de junho e começo de julho, deve ser de 942 mil toneladas - alta de 21,6% em comparação a mesma safra cultivada em 2008/2009 -, segundo estimativas da Conab. "A produção será menor devido ao clima frio, que não é viável para o cultivo do grão. Porém, a qualidade é boa. A safra fica forte entre agosto e setembro", explicou. A 1ª safra rendeu 1,4 milhão de toneladas, já a 2ª safra, 1,15 milhão de toneladas.

Marcelo Lüders, presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes (Ibrafe), acredita, assim como Sandra, que o preço de venda no leilão será de R$ 90 o quilo. "Esse valor, do feijão carioca (outra nomenclatura do grão), vai surtir efeito na gôndola", contou.

Para Lüders, o produto do leilão será destinado para cestas básicas e cozinhas industriais e, entre a demanda e a oferta estimadas, haverá um déficit de 10%, em virtude da pouca quantidade do grão no mercado. "O preço [no mercado] pode subir, enquanto o consumo pode ser recuado na marra", completou. No fim de maio, a Conab organizou um evento, em que a venda ficou acertada em R$ 90. Segundo Sandra, o leilão do último mês não rendeu vendas.

De acordo com João Paulo de Moraes Filho, superintendente de operações da Conab, o governo realiza os leilões para regularizar o mercado e não permitir elevações nos preços. Perguntado pelo DCI, se o leilão influenciaria nos preços do mercado, Moraes Filho disse: "A intenção é mostrar que existe oferta pela parte do governo e acomodar o mercado como um todo". E avaliou: "Para fazer outros leilões, depende de como o mercado irá caminhar". Além disso, segundo o executivo, todas as operações do setor estão em constantes avaliações.

O feijão carioca só é consumido no Brasil, conforme explicou o presidente da Ibrafe. O País não participa do mercado mundial e, por isso, Lüders faz uma ressalva: "Quando a gente vai exportar, o produto está escuro. É necessário incentivar outras variedades desenvolvidas, como as da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária [Embrapa], por exemplo, que é maior, tem o mesmo gosto [em relação ao tradicional], não é mais caro e tem a apresenta uma tonalidade clara".

Números do feijão
Anualmente, o Brasil produz entre 3,3 e 3,4 milhões de toneladas de feijão, ante um consumo de cerca de 3,6 milhões de toneladas, de acordo com a Conab. O Paraná, maior produtor do País, deve cultivar cerca de 774,4 mil toneladas durante a safra 2009/2010, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná.

Para Sandra, há divergência nos números da Deral e da Conab, que estima para esta temporada, 1,1 milhão de toneladas no estado paranaense. "A Conab superestima o cultivo da Região Sul e espera que por lá a produção seja de 1,46 milhão de toneladas, enquanto a Deral estima 1,13 milhão de toneladas", diz.

Atrás do Paraná, segundo levantamento da Conab das três safras, estão: Minas Gerais, com cerca de 800 mil toneladas; Bahia, com média de 500 mil toneladas; São Paulo, com média de 346 mil toneladas; e Goiás, com média de 307 toneladas. Em São Paulo, o preço da saca (de 60 kg) está entre R$ 140 e R$ 145, enquanto em Unaí (MG), é de R$ 130.


Fonte: DCI














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