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Segunda-feira, 28 de junho de 2010 - 14h23m

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PA: na Frutal, projeto da Emater de Agroindústria mostrou castanha de caju paraense



Belém/PA

Uma agroindústria de beneficiamento de castanha de caju foi uma das atrações coordenadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no Parque Tecnológico montado na Frutal Amazônia/ Flor Pará 2010, que aconteceu em Belém de 24 a 27 de junho.

A estrutura - que demonstra a seleção, corte e processamento das castanhas - é parte de um projeto da Emater em São João de Pirabas, no nordeste do estado, que foi contemplado por um edital de 2008 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e tem parceria da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Os produtores em questão são vinte e dois jovens de 10 comunidades do município de São João de Pirabas, Santarém Novo e Salinas.

Eles são todos filhos de agricultores familiares que sempre plantaram caju (são cerca de 13 toneladas por ano, advindas de 145 hectares plantados), mas que não beneficiavam o produto: apenas vendiam a amêndoa para atravessadores do nordeste do Brasil.

Em maio deste ano, com o apoio da Emater, os jovens, depois de uma série de capacitações, oficializaram a constituição de uma cooperativa: a Cooperativa Mista dos Municípios Associados.

A minifábrica de castanha, com capacidade para processar 200 quilos de castanha por dia, será instalada nos próximos meses, em um terreno comunitário doado pela Prefeitura de Pirabas.

Quando vendem para atravessadores, o quilo da amêndoa custa por volta de R$ 0,70; agora beneficiando o produto, os agricultores chegam a comercializar a mesma quantidade, embalada e rotulada, por até R$ 30 reais.

O agricultor e técnico em agropecuária, Manoel de Jesus, vice-presidente da Cooperativa, conta que o sucesso do projeto da Emater aumentou o interesse dos agricultores familiares da região de Pirabas: "Nós, jovens rurais, ficamos tentados a abandonar a vida no campo, por causa das dificuldades. O projeto de beneficiamento da castanha trouxe novo ânimo e resgatou nossa crença de que é possível continuar o trabalho de nossos pais sem que isso represente sacrifício ou miséria", comemorou.

Na Frutal, os visitantes puderam ver de perto como se transforma a amêndoa bruta em uma castanha saborosa (frita ou assada), pronta para consumo. Quem se interessasse poderia até vestir luvas, touca e máscara (devidamente higienizadas) para experimentar a sensação de "pancada de corte" - em que, com uma máquina, começa-se a separar a amêndoa da casca.

Castanhas embaladas, com rótulo da Cooperativa, também poderiam ser degustadas.

Todas as visitas no estande eram supervisionadas por técnicos da Emater, que detalhavam o projeto de incubadora.

Segundo o técnico da Emater Jorge Raposo, a minifábrica é um projeto "de conquista": "É todo um grande processo de capacitação. Temos alguma dificuldade em convencer o agricultor de que novas tecnologias e novas atitudes em relação a um cultivo tradicional, como o beneficiamento, podem dar certo. Mas, com uma Cooperativa e toda a cadeia produtiva se revolucionando a partir da minifábrica, podemos mostrar a viabilidade, a rentabilidade e o ganho social de um projeto assim", afirma.

O casal Denes Barros, engenheiro florestal, e Ariene Oliveira, estudante, se dizia curioso.
"Acho que existe uma idéia errada de que castanha de caju só tem no nordeste brasileiro. É muito bom saber que há pessoas trabalhando para que possamos comprar e comer uma boa castanha feita aqui no Pará", disse Denes.


Fonte: Governo do Pará














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