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Terça-feira, 29 de junho de 2010 - 16h33m

Agronegócio > Leite

PB: produção de lácteos do Sertão paraibano cresce 60% em sete anos



João Pessoa/PB

O investimento governamental na compra do leite de vaca incentivou a produção de derivados no Sertão paraibano. Há sete anos, os produtores de lácteos investem nas micro e pequenas empresas, que só melhoram seus iogurtes, queijos e manteigas, entre outros. Nesse período, o mercado ampliou em 60% a oferta de derivados, segundo o presidente do Sindicato dos Produtores Lácteos da Paraíba (Sindileite-PB), Pedro Martins.

De acordo com Martins, o crescimento é baseado na número de empresas, que só cresceu nesse período. “Em 2002, a oferta atendia uma fatia de 10% a 15% dos produtos vendidos no Estado. Hoje a oferta local atende até 80% do mercado. A região do Sertão deve abocanhar 60% dessa fatia de mercado, destacando-se como a mais produtiva do Estado”, ressaltou. Parte desse sucesso também se deve ao projeto Fazenda Eficiente, que estimula a produção láctea familiar e egroecológica.

Desde 2003, a Paraíba alcançou um aumento de 476% nesta área, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse percentual, metade é destinada à fabricação dos derivados lácteos. A produção paraibana chamou a atenção de especialistas que aprovaram sua qualidade no 1º Concurso de Produtos Lácteos da Borborema e do Sertão.

O Sebrae Paraíba, em parceria com o Senai e a organização não governamental francesa Ecti, foram os organizadores do evento realizado no início de junho em Campina Grande e Sousa. Durante o concurso foram avaliados cor, sabor, odor e textura dos laticínios.

“O crescimento neste setor na Paraíba começou com o Programa do Leite. São 120.000 litros de leite ao dia com aquisição assegurada, um regulador de preço e quantidade do mercado que contribui para esta evolução”, enfatiza o presidente do Sindileite-PB.

O aumento da oferta também se reflete no campo socioeconômico, proporcionando uma inversão no gráfico migratório nacional, segundo dados da Unicamp. Ou seja, os habitantes do Sertão geram renda e evitam o êxodo rural, comum na região semi-árida. Prova disso é o Laticínio Ísis, que ganhou 11 prêmios nas três categorias do concurso e vai continuar expandido na microrregião. O diretor presidente da Ísis, Marcos Guedes, gostou do concurso. “Foi muito importante saber que a forma como estamos trabalhando garante essa qualidade”, disse.

Diferencial
Como forma de agregar valor aos produtos lácteos, os paraibanos estão apostando no requinte, como defumados, condimentados e orgânicos. Isso é feito acompanhando e inovando as tendências do mercado, segundo o Sindileite. O Laticínio Isis, por exemplo, ganhou 11 prêmios no concurso, nas categorias ouro (3), prata (4) e bronze (4), com o Frutisis, o queijo mussarela e o requeijão cheddar.

A expansão da cadeia produtiva dos derivados foi notada pela quantidade de queijeiras informais e pequenas e médias indústrias pulverizadas por todo o Estado. “Temos mais empresas desse tipo no Cariri, Sertão e Curimataú, mas nas outras regiões também há índices de mais empresas sendo geradas”, explicou Pedro Martins.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias














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