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Terça-feira, 29 de junho de 2010 - 17h36m

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MG: Belo Horizonte recebe 29ª Nacional do Mangalarga Marchador



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Foto: Divulgação / Abccmm



Em julho, o Parque da Gameleira sedia mais uma edição da Exposição Nacional do cavalo Mangalarga Marchador.


Belo Horizonte/MG

De 14 a 24 de julho, Belo Horizonte sedia um dos maiores eventos equestres da América Latina. O Parque da Gameleira será novamente o palco para a 29ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador - edição 2010, organizada pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (Abccmm) que terá como tema central “Mangalarga Marchador, na família, no trabalho e nos esportes”.

Realizada há 29 anos, a Exposição Nacional é direcionada ao público em geral, empresários, produtores rurais, profissionais liberais, pessoas ligadas ao agronegócio e tem como objetivo a avaliação dos animais inscritos em diversos quesitos, além de promover interação entre os criadores dos quatro cantos do País.

Durante onze dias, a Nacional 2010 oferecerá diversas atividades em um amplo espaço com mais de 80 mil metros quadrados, que será dividido em 65 estandes, espaços para a realização de provas e leilões, restaurantes, bares, entre outros. Ano após ano, a Nacional vem batendo recordes de participação de animais. Para esse ano estima-se que 150 mil pessoas visitem a exposição, inclusive uma comitiva de americanos e europeus, que contará com cerca de 1.500 animais participantes de concursos de marcha, julgamentos, provas funcionais e sociais oriundos de 15 Estados brasileiros.

A organização do evento irá disponibilizar para os visitantes interessados em conhecer melhor a raça, vários animais para que seja feito o Test Ride do cavalo Mangalarga Marchador. A ação programada para todos os dias do evento, de 9 às 17 hs, propiciará a crianças, jovens e adultos a oportunidade de experimentarem a montaria em cavalos da raça e poder comprovar suas inúmeras qualidades. Os visitantes poderão ainda se deliciar na praça de alimentação e visitar os estandes onde poderão ver e comprar as novidades em artigos para montaria como selas, rédeas, botas e até mesmo as últimas tendências da moda country.

Aquele que não puder comparecer ao Parque da Gameleira, poderá assistir ao evento ao vivo pela internet, por meio do site da Abccmm (www.abccmm.org.br), que transmitirá em tempo real os julgamentos, além da cobertura exclusiva no Mangalarga Marchador TV. Em 2009, 1.139.466 internautas do Brasil e do exterior acessaram a página da ABCCMM, batendo recorde de acessos, sendo 365 mil durante os 10 dias do evento. Países que acessaram a Exposição Nacional em 2009: Estados Unidos, Espanha, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Portugal, França, Holanda, Venezuela, Hungria, Irlanda, Nigéria, Argentina, Austrália, China, Suíça, Chile, Gana, África do Sul, Japão, Luxemburgo, Indonésia, Hong Kong, Antilhas Holandesas, Colômbia, Costa do Marfim, Eslováquia, Uruguai, Finlândia, Peru, Turquia, Itália, Costa Rica, Angola, Sérvia e Burkina Faso.

No decorrer da exposição, além dos julgamentos convencionais, serão realizadas provas de Tambor, Baliza e Team Penning na pista de areia do Parque da Gameleira, com a finalidade de incentivar a participação dos associados e familiares nesse tipo de competição e a utilizar ainda mais o Mangalarga Marchador em várias outras funções voltadas para o esporte e lazer. Além dessas, serão promovidas competições sociais, como a do Colar de Ouro (feminino) e a do Botom de Ouro (masculino) nas categorias Mirim e Adulto. Ao final, a somatória dos pontos definirá o Cavaleiro e a Amazona da Nacional 2010.

Na abertura, 17 de julho, haverá uma apresentação especial que irá mostrar todas as qualidades do cavalo Mangalarga Marchador. O evento terá também ações promocionais, como o sorteio de quatro carros entre expositores, criadores, participantes das provas e visitantes.

Leilões a serem realizados

Neste ano, os organizadores dos leilões pretendem superar os números da edição anterior, que comercializou R$ 4,7 milhões entre leilões e vendas diretas de animais. Portanto, está confirmada a realização de quatro leilões e dois shoppings de animais, durante a Nacional 2010.

No dia 18 de julho, será realizado o 3o Leilão Top de Sela. Este irá colocar em oferta 40 animais de qualidade e procedência, boa morfologia e andamento. O pagamento poderá ser feito em até 20 parcelas e o faturamento total é estimado em R$ 350 mil.

No dia 21 de julho será a vez do Leilão Rebanho e Convidados, que irá disponibilizar 40 animais de genética incontestável, cujo pagamento poderá ser dividido em até 20 parcelas.

Dia 22 de julho, o 2º Leilão Marlboro e Convidados será a atração da noite, com a oferta de 40 lotes e pagamento em até 20 vezes.

Já no dia 23 de julho, acontece o 2º Leilão Linhagem Favacho, quando serão vendidos 43 lotes, todos da linhagem Favacho. Desses, 40 são divididos entre garanhões, matrizes e potros, e os outros três, lotes duplos de embriões. O comprador poderá realizar o pagamento em até 24 parcelas e o faturamento é estimado em R$ 2 milhões.

Os Shoppings de Animais acontecerão durante todo evento nos galpões B6 e B12 do Parque da Gameleira. Serão ofertados 48 animais (46 éguas e 2 garanhões) de alta genética, com pagamento em até 30 parcelas, cujo faturamento está estimado em R$ 3 milhões.

Sobre a Abccmm
Fundada em 16 de julho de 1949, a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador - Abccmm conta, atualmente, com cinco mil associados e 400 mil animais registrados que vivem em aproximadamente 22 mil fazendas, gerando 43 mil empregos diretos e 200 mil indiretos e é ser certificada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Prestes a completar 61 anos, a Abccmm vê o Mangalarga Marchador bater recordes expressivos dentro do agronegócio cavalo, movimentando cerca de R$ 57 milhões ao ano somente nos 75 leilões realizados pelo país, sem contabilizar outros eventos e segmentos relacionados ao setor. O grande alcance da Associação pode ser medido pela sua representatividade, alcançada com a existência de dois núcleos de criadores nos Estados Unidos e Alemanha, respectivamente, e está presente nos principais estados brasileiros através de 53 núcleos que fomentam o mercado e divulgam a raça pelo país. A força do Mangalarga Marchador se faz presente também em 10 países: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Holanda, Portugal, Canadá, Israel, Peru e Uruguai.


HISTÓRIA DA RAÇA

A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu há cerca de 200 anos na Comarca do Rio das Mortes, no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter, trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal, com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.

A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dócil e próprios para a montaria.

Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.

Minas Gerais já se destacava como centro criador de equinos desde o século XVIII e a chegada dos cavalos da raça Alter veio aprimorar ainda mais seus criatórios. A Comarca do Rio das Mortes tinha um potencial de ouro muito baixo, mas chamou a atenção dos colonizadores por causa das suas boas condições para a criação dos animais. Havia água em abundância e a vegetação era constituída de matas, capões e ervas pardacentas, adequadas para a produção de forragem.

O Mangalarga Marchador teve como berço a fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas. Ela pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça. A fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira. Outro fazendeiro importante na história do Mangalarga Marchador foi José Frausino Junqueira, sobrinho de Gabriel Junqueira. Exímio caçador de veados, José Frausino aprendeu a valorizar os cavalos marchadores por serem resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas jornadas.

Há várias versões para o nome Mangalarga Marchador, mas a mais consistente está relacionada à fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra que existia na região. Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares para os passeios elegantes realizados no Rio de Janeiro. Quando alguém se interessava pelos animais, ele indicava as fazendas do Sul de Minas. As pessoas procuravam os fazendeiros perguntando pelos cavalos da fazenda Mangalarga e esta referência se transformou em nome. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.


Fonte: Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM)














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