Bom dia!
14/12
 

Notícias

Voltar
Quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 17h20m

Cursos > Artesanato

AL: artesãos alagoanos aperfeiçoam curtimento de couro de peixe



Piranhas/AL

Nesta quarta (30) e quinta-feira (1º), os 10 integrantes da Associação dos Artesãos em Couro de Tilápia de Piranhas, no oeste de Alagoas, participam de um curso de Aperfeiçoamento Tecnológico em Curtimento de Peles de Peixes e Acabamento em Couro.

O curso, realizado no Instituto Xingó, em Piranhas (AL), faz parte das ações do Arranjo Produtivo Local (APL) Piscicultura no Delta do São Francisco, e tem como objetivo capacitar os artesãos para a melhoria da qualidade das peças confeccionadas pela associação.

O couro de tilápia tem sido utilizado como matéria-prima para confecção de bolsas, sapatos, cintos, brincos, pulseiras e tiaras artesanais. Para a coordenadora do APL Piscicultura pelo Sebrae em Alagoas, Liza Mirella, é importante que esses artesãos melhorem as técnicas de produção, o que refletirá diretamente na qualidade das peças.

“Nós já trabalhamos com essa associação desde 2007, e na medida em que eles vão aprendendo novas técnicas de produção eles conseguem agregar valor ao seu artesanato e, conseqüentemente, aumentam sua renda. Eles são incentivados a aproveitar todo o conteúdo do peixe, nada é jogado fora”, explica Liza.

Para a presidente da associação, Maria Cleonice dos Santos, entre as principais dificuldades enfrentadas pelos artesãos está o reduzido número de associados e a falta de locais de comercialização dos produtos.

“O único lugar onde vendemos as peças é a nossa própria cidade, Piranhas. Acontece que às vezes nós ficamos sem mercado, e precisamos aumentar nossas vendas, já que todos os artesãos têm esse trabalho como única fonte de renda, o que nos proporciona cerca de R$ 100 ou, no máximo, R$ 200 por mês”, explica a artesã.

Entretanto, a presidente destaca o trabalho que vem sendo feito junto aos artesãos da associação. Desde 2007, o Sebrae Alagoas e seus parceiros oferecem cursos de curtimento vegetal do couro, de confecção de calçados, de formação de custos e preços de vendas, de gestão ambiental, além de consultorias em gestão de negócios, em associativismo, entre outras.

“A qualidade dos nossos produtos vem melhorando bastante, e isso se deve, também, às capacitações que vem sendo oferecidas. É importante que nós possamos melhorar nossas técnicas de produção para acompanhar as exigências do mercado”, avali Maria Cleonice.

APL Piscicultura
O APL Piscicultura no Delta do São Francisco atinge 15 municípios do Baixo São Francisco Alagoano nas regiões da Zona da Mata, Agreste e Alto Sertão: Delmiro Gouveia, Olho D’água do Casado, Pão de Açúcar, Piranhas, Traipú, Belo Monte, São Brás, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, São Sebastião, Penedo, Piaçabuçu, Feliz Deserto, Coruripe, e Jequiá da Praia.

Com o objetivo de consolidar a piscicultura no território através do aumento sustentável da produção e da conquista de novos mercados, o APL abrange 242 piscicultores, distribuídos em 15 associações, quatro cooperativas, três colônias de pescadores e uma câmara setorial.

O APL faz parte do Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL) e é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento (Seplan), e do Sebrae Alagoas.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias














© Copyright 2018, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r