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Quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 18h23m

Pesquisa > Tecnologia

RJ: fibra de coco prensada é reutilizada em diversos produtos



Rio de Janeiro/RJ

Atualmente descartadas, as fibras de coco geram volumes significativos de lixo, que se somam aos resíduos acumulados nos aterros sanitários: um problema ambiental crescente, especialmente nas grandes cidades. Uma tecnologia desenvolvida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) em parceria com o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, no entanto, pode reverter essa situação, garantindo o reaproveitamento da fibra do coco como matéria prima.

A fibra do coco é formada pela camada que envolve o miolo do fruto, onde estão a água e a gordura normalmente consumidas ou processadas industrialmente. A tecnologia desenvolvida consiste em misturá-la a plásticos reciclados, como o polietileno e o polipropileno, obtendo-se chapas a partir de processo de prensagem. A fibra, retirada do fruto seco, é usada em natura e o compósito inicial é misturado em uma máquina extrusora, enquanto as chapas são finalizadas em uma prensa hidráulica. O material resultante pode ser utilizado na confecção de caixas, painéis e artesanatos.

Com uma vertente social, de geração de alternativas para reciclagem de produtos descartados, o trabalho é desenvolvido por meio do projeto Uso de materiais desenvolvidos na universidade como agentes de transformação da vida socioeconômica na região da Zona Oeste, apoiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O projeto, de autoria e coordenação do professor Alex da Silva Siqueira, da Uezo, envolve ainda treinamento de pessoas da Zona Oeste fluminense na reciclagem de plásticos, incluindo os processos de separação, lavagem e moagem. O INT e a Uezo farão o repasse da tecnologia para algumas comunidades de baixa renda dessa região, criando oportunidades de emprego e renda para seus habitantes.

O beneficiamento da fibra do coco será desenvolvido no Laboratório de Tecnologia de Materiais Poliméricos, que integra a área de Processamento e Caracterização de Materiais do INT.

“Com a tecnologia desenvolvida agregamos valor ao material, removemos resíduos que ocupam espaço, além de possibilitar a pessoas que vivem de reciclagem, ampliar sua renda a partir de um material de baixo custo”, explica Márcia Gomes de Oliveira, responsável pelo gerenciamento do projeto no INT.

Reconhecida por ser uma matéria prima abundante e que até então era descartada, a fibra do coco torna-se potencialmente aproveitável para famílias que dependem da reciclagem. Enquanto a renda obtida ficava restrita a venda de material reciclável recolhido nas ruas, a partir do uso da tecnologia as famílias poderão aumentar sua renda com o artesanato.

"O trabalho ainda está no início. Posteriormente, a tecnologia será aprimorada com o nosso apoio laboratorial, para que assim possamos testar uma nova aplicabilidade, utilizando a chapa obtida como revestimento interno", diz Márcia.


Fonte: Ministério de Ciência e Tecnologia














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