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Quinta-feira, 01 de julho de 2010 - 13h54m

Pesquisa > Cana-de-Açúcar

CE: Embrapa Agroenergia apresenta balanço energético do etanol celulósico



Imagens

bagaço de cana-de-açúcar é uma das matérias-primas utilizadas para produzir etanol celulósico

Foto: Patrícia Barbosa



Fortaleza/CE

Balanço Energético e Mitigação das Emissões dos Gases de Efeito Estufa do Etanol Celulósico, foi o tema apresentado, hoje (1º), pelo Chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Agroenergia, José Manuel Cabral na sessão Biomassa I - Biocombustíveis, Biodiesel, Etanol, Álcool Celulósico, do evento All About Energy 2010, que acontece em Fortaleza/CE.

De acordo com Cabral, o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil é o biocombustível de melhor balanço energético do mundo. Para cada unidade de energia fóssil, ou seja, derivada do petróleo empregada, o etanol armazena 9,3 unidades. “A produção de etanol celulósico aumentará o volume de combustível sem aumentar a área plantada com cana-de-açúcar,” destacou.

“Estima-se que o aproveitamento do bagaço excedente e parte das palhas e das pontas da cana-de-açúcar elevem a produção de etanol em 30 a 40 % da atual, sem que haja necessidade de aumentar a área plantada com cana-de-açúcar”, apontou. Calculando-se o balanço energético do etanol celulósico encontra-se 9,99 unidades de energia no etanol produzido por unidade de combustível fóssil utilizado, ressalta o palestrante.

Em relação ao efeito estufa, causado pela absorção da radiação solar e pelo aquecimento da atmosfera, o gás carbônico (CO2) é o principal causador, presente em grandes quantidades devido aos processos de combustão e decomposição de matéria orgânica e da respiração dos seres vivos.

Além do CO2, outros dois gases de efeito estufa são importantes; o óxido nitroso (N2O) e o metano (CH4). O N2O é produzido nas emissões dos fertilizantes nitrogenados e na geração termelétrica, entre outras fontes. Este gás absorve 300 vezes mais calor do que o gás carbônico. Já o CH4, liberado na queima da palha da cana, na digestão anaeróbia da vinhaça e na digestão de ruminantes, absorve 24 vezes mais calor do que o CO2.

A produção do etanol utilizando o bagaço, as pontas e a palha da cana-de-açúcar diminuem as emissões de gases de efeito estufa – GEE - pela eliminação da queima da palha antes da colheita (cana crua). Também diminui a emissão de GEE de 60 a 80% em relação à produção e uso dos combustíveis fósseis. “A produção de etanol celulósico aumentará ainda mais o saldo do balanço energético”, expõe Cabral.

Na apresentação, Cabral reforçou que o balanço energético e a mitigação das emissões dos GEE podem ainda aumentar com a adoção ou incremento do uso de tecnologias agrícolas, industriais e de novos usos para o etanol. Mesmo considerando a energia fóssil usada nas colheitadeiras e o combustível adicional empregado, a colheita da cana crua diminui em até 80% as emissões de GEE.

O uso da cana crua traz, também, outros benefícios de preservação do solo diminuição da poluição ambiental, melhoria da saúde pública, principalmente nas cidades próximas aos canaviais. Melhorias nos balanços energéticos e na mitigação da emissão dos gases do efeito estufa (GEE) serão obtidos quando se intensificar o uso de novas tecnologias: etanol celulósico, fixação biológica de nitrogênio, utilização de lodo de esgoto como fertilizante, controle biológico de insetos, plantio direto, melhor aproveitamento do bagaço e da palha para bioeletricidade, uso de etanol em motores a diesel e geradores elétricos.


Fonte: Embrapa Agroenergia














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