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Quinta-feira, 01 de julho de 2010 - 12h52m

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DF: Kátia Abreu diz que produtores estão prontos para cumprir lei ambiental



Brasília/DF

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou que o Brasil está pronto para cumprir uma regra de reserva legal “planetária”. “Se for uma reserva legal planetária, estamos prontos. Não queremos uma reserva legal que só sirva aqui”, afirmou a senadora durante o encontro Presidenciáveis na CNA. O candidato do PSDB, José Serra, é o único a participar do encontro. A candidata do PV, Marina Silva, e do PT, Dilma Rousseff, não participam do encontro, que tem por objetivo discutir soluções para acabar com os principais problemas do setor agropecuário.

A senadora lembrou que o Brasil tem 56% de seu território preservado em seus seis biomas. A Europa tem menos de 1% e a Ásia, menos de 5%. “O Brasil é o único país do mundo que está abrindo mão de áreas para preservação. Isso nenhuma ONG (organização não governamental) ambientalista diz”, afirmou. A presidente da CNA citou dados do Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ela, o Brasil tem 850 milhões de hectares.

Na mão da iniciativa privada, ou seja, de posse dos produtores, são 330 milhões de hectares. Com base no levantamento do IBGE, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliou que, apesar de ter dentro das propriedades rurais dentro dos 330 milhões, 100 milhões de hectares preservados. Sobram, segundo a senadora, 230 milhões de hectares para a produção. Uma parcela de 12 milhões de hectares são usados para infra-estrutura (estradas, por exemplo). “Se permanecer o Código Florestal, haverá redução de mais 100 milhões de hectares nessa párea. Se o Brasil decidir reduzir, vamos respeitar. Queremos que o próximo governante escute as bases”, disse.

A senadora também falou sobre questões relacionadas à infra-estrutura. Ela lembrou que a agricultura brasileira se deslocou do Sul e fez “a verdadeira reforma agrária”. “Os agricultores se deslocaram para o Centro-Oeste e levaram para a região a riqueza em tecnologia. O Estado não acompanhou os produtores. 50% da produção está no Centro-Oeste, 50% dos problemas estão nessa região”, disse a senadora.

Ela lembrou que o transporte por hidrovias não é bem aproveitado, o que encarece o frete e reduz o lucro dos produtores. Transportar uma tonelada de alimentos numa distância de mil quilômetros custa US$ 42 (rodovias), US$ 26 (ferrovias) e US$ 18 (hirdrovias). “60% de toda produção americana passa pelo rio Mississipi. 100% da exportação”, lembrou a senadora. Ela acrescentou que a falta de infra-estrutura “tira a competitividade do agronegócio brasileiro”. A senadora também citou levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que aponta que os produtores brasileiros têm prejuízo de R$ 6 por saca de 60 quilos por causa dos problemas de logística.


Fonte: CNA














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