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Quinta-feira, 01 de julho de 2010 - 17h59m

Agronegócio > Frutas

BA: Associação Manga-Brasil requer apoio técnico, avalia Embrapa Semiárido



Juazeiro/BA

Cerca de 80% da renda bruta (R$ 26.473.504,50) registrada no Perímetro Irrigado de Maniçoba no ano de 2009 é resultado da comercialização da manga. A fruteira é cultivada em mais de 1.500 ha, a maior parte em propriedades de pequenos agricultores. Apesar da importância econômica da cultura, os produtores enfrentam dificuldades comerciais, técnicas e de infra-estrutura que estão procurando resolver em conjunto com a Embrapa Semiárido, o Sebrae e a Codevasf.

Em recente reunião, pesquisadores e técnicos dessas instituições ouviram dos agricultores vinculados à Associação Manga-Brasil alguns dos principais problemas que são obstáculos a um melhor desempenho dos pomares e à comercialização dos frutos.

O presidente da Associação Manga Brasil, Tadeu Maniçoba, comentou sobre a queda dos preços na primeira safra de 2010. “Houve quem vendesse o quilo da manga a 40 centavos. No ano passado o produto foi comercializado em média a 1,50”. Essa variação no preço, os agricultores atribuem à negociação com os atravessadores. É preciso melhorar a comercialização dos frutos, afirma Tadeu.

Outro agricultor, Luis Carlos Santos, disse que a quantidade de água que recebe em sua propriedade tem sido insuficiente para irrigar o pomar. “O volume de água não dá para irrigar toda a plantação, então tenho que molhar uma parte do pomar na terça e a outra parte na quinta-feira”, lamenta o pequeno produtor.

Na grande maioria dos lotes do Perímetro de Maniçoba, o sistema de irrigação utilizado é o de sulcos. Segundo o engenheiro agrônomo Joston Simão Assis, pesquisador da Embrapa Semiárido, este sistema tem caído em desuso por ser ineficiente: cerca de 60% da água aplicada às plantas se perde. Esta ineficiência compromete a fertilidade dos solos, a produção e a qualidade dos frutos.

Para o gerente da Manga Brasil Marcelo Paranhos, é necessário mudar também a data de colheita. “Colher entre outubro e novembro não tem sido bom pois os mercados estão lotados de manga nesse período, é preciso começar a colher entre março e abril”.

O representante do Sebrae, Rinaldo Moraes, acredita que é preciso conquistar mercado interno, mas reforça as dificuldades relacionadas ao custo de produção. “O custos com insumos no Brasil de forma geral são muito altos. O Chile, por exemplo, tem uma custo de produção baixíssimo se comparado com o nosso. Quanto mais baixo o custo de produção destes agricultores melhor”.

Em 2009, a mangueira foi cultivada em 1.511 ha do Perímetro de Maniçoba. A safra alcançou mais de 26.500 t e a produtividade média, 22,7 t/ha. O valor da produção, por sua vez, somou 20 milhões e 500 mil reais. Cerca de 80% dessa renda bruta é oriunda das pequenas propriedades que representa 67% dos mangueirais.

Os pesquisadores da Embrapa, coordenados por Joston Assis, vão traçar um plano de ação para transferir tecnologias aos agricultores da Associação Manga-Brasil.


Fonte: Embrapa Semiárido














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