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Sexta-feira, 02 de julho de 2010 - 07h31m

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RS: diretor de agronegócios do BB sugere gestão eficiente para reduzir riscos



Gramado/RS

Uma gestão financeira eficiente pode reduzir os riscos do produtor e, por consequência, baratear o crédito. O uso de mecanismos de proteção e o planejamento financeiro das propriedades agrícolas têm impacto positivo no crédito rural. "O agricultor precisa ter a confiança das fontes financiadoras e saber que com isso pode melhorar a sua gestão financeira", afirmou o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, no 25º Seminário Cooplantio, que ocorre até esta sexta-feira, em Gramado.

Segundo ele, quem empresta dinheiro leva em conta a capacidade de geração de caixa, a gestão do risco no setor de atividade e na empresa em si, além de seu histórico de pagamentos. Por isso, medidas que dão mais segurança aos financiadores tendem a reduzir as taxas de juros, pelo encolhimento dos spreads, e prolongar o prazo de pagamento.

Algumas das soluções financeiras para os agricultores passam por políticas mais amplas, como modernização do sistema de apoio ao crédito, reservas de liquidez, crédito rotativo renovável, plano de safra plurianual, sistema de registro de compromisso dos produtores e simplificação de formação de pessoa jurídica no campo.

Especialmente no Rio Grande do Sul, Vaz sugere a criação de um organismo de sinistros à seca, uma das principais ameaças à safra agrícola. O palestrante lembra que o BB ampliou neste ano entre 30% e 40% o montante de recursos disponíveis ao agronegócio, verba que já está disponível nas agências.

Hoje, 35% dos recursos usados no campo são provenientes de financiamentos bancários, e um mercado mais seguro poderia encorajar os bancos a despejar mais dinheiro no campo. O investimento anual no setor é de R$ 75 bilhões, ante uma demanda total de R$ 261 bilhões.

Na edição deste ano do evento, foram anunciadas três novidades. A primeira, segundo o presidente da Cooplantio, Daltro Benvenutti, é o lançamento do primeiro produto dos seus associados, o arroz Direto no Prato, que começa a ser comercializado no mercado brasileiro e quer conquistar o mercado europeu. Benvenutti também divulgou o início das atividades das novas unidades de negócios de produção animal e de máquinas agrícolas da cooperativa. O objetivo é que a redução de custos aos associados seja no fornecimento de produtos veterinários e de nutrição animal ou, ainda, através da importação de tratores da China.


Erik Farina


Fonte: Jornal do Comércio














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