Boa tarde!
17/08
 

Notícias

Voltar
Sexta-feira, 02 de julho de 2010 - 16h07m

Agricultura > Feijão

AL: agricultores inseridos no Projeto Barriga Cheia já colhem feijão



Maceió/AL

As famílias inseridas no Projeto Barriga Cheia já estão colhendo o feijão plantado dois meses atrás, quando receberam sementes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri).

A estimativa de produção é de 7 mil toneladas do produto, o que daria para abastecer 30 mil pessoas durante 6 meses, o que equivale a toda a população dos municípios de Barra de São Miguel, Dois Riachos, Jaramataia e Palestina juntos.

Ao todo, o projeto beneficia quase 5 mil famílias de agricultores dos municípios da região canavieira, que têm à disposição cerca de 2,5 mil hectares de terras das usinas de cana-de-açúcar, cedidos no período de entressafra da cana.

Um das famílias beneficiadas é a de dona Rosineide dos Santos, de 40 anos de idade. Ela conta que moram na mesma casa oito pessoas, e todas terão feijão por mais de um ano para comer.

Quando a reportagem chegou à zona rural do município de Teotônio Vilela, nas terras cedidas pela Usina Seresta, dona Rosineide estava colhendo o feijão ao lado da mãe, dona Maria Marques dos Santos, de 62 anos. “A gente tem que trabalhar pra ter comida na mesa, e isso aqui vai servir muito, vai dar pra família toda”, disse a anciã.

Para a coordenadora da Pastoral da Criança no município de Teotônio Vilela, Sônia de Souza, que seleciona e acompanha os agricultores no plantio e na colheita, o Projeto Barriga Cheia garante emprego e renda para muitas famílias que, na época da entressafra da cana, ficavam desempregadas. “Pelo menos 70% dos agricultores aqui ficavam sem emprego, e agora eles têm como trabalhar e produzir alimento pra comer ou vender”, ressaltou.

A colheita de feijão nas terras cedidas pelas Usinas Seresta e Coruripe vai até o fim de julho, e em outras áreas deve se estender até agosto ou setembro.

Parceria
O Projeto Barriga Cheia começou a ser praticado há 10 anos pela Usina Seresta, no município de Teotônio Vilela, com apenas quatro hectares e a coordenação de Ivaldo de França Vilela.

Em abril deste ano, uma parceria entre o governo do Estado, as usinas de cana-de-açúcar, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) e os municípios ampliou o Projeto.

Segundo o engenheiro agrônomo Manoel Sampaio, coordenador do Barriga Cheia pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), o plantio de feijão na época de descanso do solo ajuda a captar nutrientes para a cana que será plantada depois.

“O feijão é um dos maiores captadores de nitrogênio, que fica em suas raízes e em seguida é incorporado ao solo. Depois, esses nutrientes serão aproveitados pela cana”, explicou Manoel Sampaio.

Do total de oito usinas que aderiram ao Projeto até agora, somente a Roçadinho está cedendo mais de 300 hectares, onde 604 famílias estão trabalhando e deverão colher o feijão nos próximos dias. “O milho vai demorar mais um pouco, mas, quando colhido, também será muito útil”, frisou Manoel.

Compra garantida
Se assim quiserem, as 5 mil famílias inseridas no Projeto podem vender toda a produção para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que já garantiu a compra do que for produzido.

Durante a solenidade de ampliação do Projeto, no mês de abril, o superintendente da Conab em Alagoas, Elizeu Rego, disse que os produtos serão comprados pelo preço do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que é acima do preço de mercado e dos atravessadores.


Fonte: Governo de Alagoas














© Copyright 2018, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r