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Sábado, 03 de julho de 2010 - 14h29m

Agroindústria > Fertilizantes

SP: setor de fertilizante do país indica otimismo moderado com 10/11



São Paulo/SP

Quando se inicia um período determinante para as vendas de fertilizantes no Brasil em 2010, quatro meses antes do plantio da soja, integrantes da indústria avaliam que as entregas de adubos no país deverão ficar acima dos resultados ruins registrados nos anos de 2008 e 2009, mas ainda distantes da melhor temporada de 2007.

Uma recuperação do setor, disseram os especialistas, não ocorreria tanto pela principal cultura do Brasil, a soja, cuja área plantada é prevista para ter só um pequeno crescimento. Mas também por vendas maiores para uma aguardada recuperação na área de algodão em 2010/11, além de melhores tratos para o café e laranja, produtos com os melhores preços em vários anos.

A cana-de-açúcar também terá participação no embalo das vendas de adubos, não pelo açúcar, cujas cotações caíram acentuadamente na bolsa de Nova York nos últimos meses, mas pelo etanol, que ainda apresenta bons retornos para os usineiros que vendem no mercado interno.

"Estamos esperando crescimento acima de 1 milhão de toneladas nas vendas (ante 2009), mas não chega a 24 milhões", afirmou o diretor da Agroconsult, André Pessoa.

O recorde histórico de vendas de fertilizantes no Brasil, o quarto maior consumidor de adubos do mundo, foi registrado em 2007, quando as entregas somaram 24,6 milhões de toneladas. Em 2008 e 2009, patinaram somando 22,4 milhões de toneladas.

"Isso porque a soja não deve crescer tanto, 300 a 400 mil hectares a mais (em relação a 2009/10)... O crescimento do fertilizante este ano vai ser mais em cima de cana, um pouquinho de soja e um pouco de algodão, que está recuperando área plantada", acrescentou Pessoa.

De acordo com dados oficiais, as vendas no acumulado dos quatro primeiros meses do ano cresceram 9 por cento ante o mesmo período do atabalhoado 2009, para 5,5 milhões de toneladas, mas estão mais lentas em relação a 2008, quando houve uma antecipação de negociações de adubos, especialmente com os produtores de soja do Centro-Oeste.

CAUTELA

Embora os prêmios de exportação e os preços atuais da soja estejam bons, agricultores do Brasil estão cautelosos em relação à grande safra que está sendo cultivada nos Estados Unidos, maior produtor mundial da oleaginosa, que pode pressionar as cotações nos próximos meses.

"A América está mais acelerada do que imaginávamos na soja... com isso o Brasil está mais observando o que vai acontecer no hemisfério norte do que sair babando comprando adubo", afirmou uma fonte com larga experiência no setor que preferiu não ser identificada.

"E no ano passado quem antecipou muito acabou se dando mal, porque o preço (do fertilizante) caiu fortemente, então é possível que tenha esse mesmo efeito agora", acrescentou a fonte, lembrando que os preços dos fertilizantes estão em patamares razoáveis e não seria um limitante dos negócios.

Segundo a fonte, da parte do Banco do Brasil -o principal financiador da safra- não há motivos para as vendas ficarem lentas, até porque, segundo ele, a instituição está mais ágil na liberação de crédito em ano eleitoral.

O especialista chamou a atenção também para o fato de as entregas de fertilizantes se concentrarem no segundo semestre, com a aproximação da safra de verão, o que poderia gerar problemas logísticos e consequentes aumentos de custos do insumo por conta do encarecimento do transporte.

Tirando essa fator, por ora, não há motivos para alta nos preços dos fertilizantes, disse.

"Devemos entregar 23, 24 milhões de toneladas até o final do ano, estamos voltando para a tradicional entrega de 35 por cento (do volume) no primeiro semestre, 65 por cento no segundo, isso poderá vir a dar um gargalo logístico", acrescentou um trader de uma importadora de fertilizantes, que também preferiu ficar anônima.

O presidente da Câmara de Insumos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Cristiano Walter Simon, concorda com a recuperação do setor. "Vai ser uma boa safra, em termos de uso de fertilizantes... Esperamos aumento de produção e produtividade", declarou Simon, prevendo aumento no consumo interno de adubos de 5 por cento ante 2009. "Está havendo uma demanda normal, sem grandes sobressaltos." (Reuters/Brasil Online)


Roberto Samora


Fonte: O Globo














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