Boa tarde!
10/12
 

Notícias

Voltar
Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 07h17m

Política Agrícola > Trigo

PR: Pacotão da discórdia põe trigo em xeque no Paraná



Curitiba/PR

O pacotão de medidas tomadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relação ao trigo está deixando produtores e entidades ligadas ao setor extremamente preocupadas com o futuro da produção no Paraná. Com a definição da nova classicação da cultivar - que começa a vigorar a partir do dia 1º de julho de 2011 - e a redução do preço mínimo em 10%, a previsão é que a área de plantio de trigo caia substancialmente no Estado, acarretando um aumento da importação e até problemas futuros de abastecimento. Nesta semana, produtores, pesquisadores e representantes do setor se reuniram no Sindicato Rural Patronal de Londrina para avaliar e discutir quais medidas serão tomadas a partir de agora.

Em relação a redução dos preços, Pedro Loyola, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), disse que a entidade vai entrar com uma medida cautelar caso o Mapa insista em assinar o decreto, considerado ilegal. Está muito claro. O governo tem que ter bom senso que a área já foi plantada e não é possível operar com esse preço mínimo neste momento, comenta o economista.

Já para Robson Mafioletti, analista da gerência técnica e econômica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o governo está desestimulando o setor de forma abrupta com a redução de preços. O produtor não recebe o mínimo, e com essa redução vai receber ainda menos. A área de trigo já caiu de 1,3 milhão de hectares para 1,1 milhão. E o pior de tudo é que o Mapa considera isso um problema jurídico, que pode demorar anos para ser resolvido, avalia Mafioletti.

Aliada a essa questão, a mudança de classificação do trigo prevista para julho do ano que vem também não agrada, mas pelo momento em que a decisão foi tomada. Segundo Narciso Pissinati, presidente do Sindicato Rural, a nova classificação é extremamente rígida. O produtor não tem ainda uma qualidade de grão que seja ao mesmo tempo produtiva e tenha o padrão exigido. A classificação veio em péssima hora e os preços mínimos de garantia são um absurdo, enfatiza Narciso.

A classificação acaba também aumentando o rigor do governo na hora de comprar o trigo, o que pode prejudicar os produtores em caso de alguma intempérie atingir a colheita. E não adianta pensar que se a indústria não comprar o governo vai comprar. Se não estiver na classificação oficial, nem o governo vai querer (o trigo), comenta Robson. Como resultado, muitos produtores podem desistir de plantar o grão, refletindo no aumento das importações e até num possível problema de abastecimento. Se os fornecedores do Mercosul não suprirem nossas necessidades, podemos ter um problema de abastecimento, que pode influir até no preço final do pãozinho, finaliza o representante da Ocepar.


Victor Lopes


Fonte: Folha de Londrina














© Copyright 2018, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r