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Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 12h35m

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SP: pecuarista deve evitar aglomerações de animais para impedir a pneumonia bovina, diz veterinário da Ourofino



Cravinhos/SP

Com a chegada do inverno, o clima frio e seco, os animais também ficam mais suscetíveis a problemas de saúde, como a pneumonia. Para controlar a doença, especialistas alertam para a importância do isolamento dos animais acometidos.

“Grandes aglomerações de animais predispõem à ocorrência da doença, devido a um maior contato entre eles. A condição dos animais que chegam ao confinamento, às vezes enfraquecidos e estressados, associada ao manejo e ao clima de inverno, contribui para a ocorrência da pneumonia”, explica o médico veterinário da Ourofino Jean Perícole.

Segundo o veterinário, são vários os tipos de pneumonias em bovinos e elas podem ser causadas por vírus, bactérias, uma combinação de ambos, verminose e fungos. Os sinais comuns são febre, falta de apetite, secreção nasal, ruídos pulmonares e diarréia.

A pneumonia enzoótica acomete bezerros com menos de seis meses de idade, podendo ocorrer em animais de até um ano. Geralmente tem ligação direta com fatores estressantes como temperatura, lotação, desmame e transporte, que reduzem a imunidade dos animais e facilita a infecção viral e depois uma bacteriana.

Em animais adultos, a pneumonia pode ser acompanhada por uma inflamação dos bronquíolos, resultando em broncopneumonia. As manifestações clínicas são: aumento da frequência respiratória, tosse, sons respiratórios anormais e, nos casos de infecções bacterianas, evidências de excesso de toxinas e febre.

No caso da pneumonia causada por vermes, a doença é mais comum em animais criados a pasto, principalmente os mais jovens e de origem européia, porém, surtos graves da forma aguda são mais comuns em animais adultos.

Segundo Perícole, os sinais da pneumonia verminótica incluem respiração rápida e superficial, tosse constante, secreção nasal e temperatura elevada. “O animal apresenta-se ativo, contudo, mostra dificuldade em se alimentar, devido aos distúrbios respiratórios. A evolução da doença é rápida e dentro de 24 horas, a dificuldade respiratória se torna muito evidente”, diz o especialista.

O tratamento vai depender da causa da doença. Para as pneumonias de origem viral, é utilizada a vacinação do rebanho como medida preventiva. Nas bacterianas, o uso de antimicrobianos é de extrema importância. Na parasitária o uso de sulfóxido e albendazol tem mostrado excelentes resultados, podendo também ser usadas as ivermectinas. “Em casos mais graves e com comprometimento do estado geral do animal, deve-se se fazer um tratamento auxiliar com a utilização de soros, antipiréticos e anti-inflamatórios”, conclui Perícole.


Fonte: Ourofino Agronegócio














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