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Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 14h19m

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RS: entidades encaminham projeto de certificação inédita do tabaco



Porto Alegre/RS

Será oficialmente entregue hoje (05), a documentação requerida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a Certificação da Produção Integrada do Tabaco (Pitab), na região Sul do Brasil. A entrega oficial dos documentos acontece na sede da Superintendência do Mapa, em Porto Alegre, às 14h30min, com a presença de autoridades governamentais, imprensa e entidades representativas dos produtores e do setor do tabaco do Sul do País.

Desenvolvido por um Comitê Gestor, sob a coordenação do professor Carlos Antonio da Costa Tillmann, do Curso de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o projeto Pitab conta com o apoio do Mapa, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Se aprovado, o projeto vai conferir ao Brasil, principal exportador de tabaco desde 1993, a certificação inédita da produção no mundo.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, a certificação da produção é cada vez mais exigida pelo mercado, sobretudo o externo. “Os consumidores querem alimentos e produtos agrícolas seguros, produzidos de acordo com parâmetros e sistemas de produção sustentáveis sob o ponto de vista social, ambiental e econômico”, afirma. Ao mesmo tempo, os consumidores buscam saber todas as informações do produto, onde e como ele foi produzido, reforça o presidente, lembrando que a adesão por parte das empresas e produtores interessados em certificar seus produtos será voluntária.

“O grande diferencial está diretamente relacionado ao direito do consumidor de adquirir um produto de qualidade. A certificação será uma garantia para quem compra e um status diferenciado para quem vende. Tais garantias certificam a qualidade e integridade do produto, mas também as condições em que ele foi produzido, no que diz respeito ações de responsabilidade social e ambiental como, por exemplo, o uso de lenha de origem legal”, ressalta Schünke.

Composição do Comitê Gestor
SindiTabaco - Sindicato da Indústria do Tabaco da Região Sul do País

Afubra - Associação dos Fumicultores do Brasil

Emater - Associação Riograndense de Assistência Técnica e Extensão Rural

Farsul - Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul

Faesc - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina

Faep - Federação da Agricultura do Estado do Paraná

Fetag - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul

Fetaesc - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina

Fetaep - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná

UFPel - Universidade Federal de Pelotas

A atuação do grupo acontece desde fevereiro de 2009, por meio da troca de informações oficiais e encontros entre as entidades.

O que é Certificação?
Trata-se da normatização dos procedimentos aplicados ao processo produtivo, através de um sistema de rastreabilidade, de modo a garantir ao mercado consumidor o nível de qualidade e segurança dos alimentos e outros produtos agrícolas. A partir da certificação, que se configura como tendência global irreversível, torna-se viável comprovar a origem e os métodos empregados na geração dos produtos, através de registros formais e auditáveis, sobre princípios de sustentabilidade dos sistemas produtivos e sua relação direta com as demandas social, ambiental e econômica. 

De acordo com o engenheiro agrônomo e consultor responsável pelo Pitab no SindiTabaco, Darci José da Silva, os consumidores e mercados mais desenvolvidos, no uso legítimo de seus direitos, exigem cada vez mais informações consistentes sobre os produtos e os procedimentos empregados na sua obtenção, especialmente no que tange ao uso controlado de insumos, segurança dos trabalhadores e aspectos de responsabilidade sócio-ambientais. “A adoção de boas práticas agrícolas será cada vez mais um instrumento imprescindível de atendimento destas expectativas”, diz. 

O sistema de Produção Integrada é implantado a partir de uma Norma Técnica Específica (NTE), concebida por meio da participação de todos os integrantes da respectiva cadeia produtiva. Depois de aprovada pelo Mapa e publicada no Diário Oficial da União, ela é encaminhada ao Inmetro que credencia ou audita as certificadoras.


Fonte: Universidade Federal de Pelotas














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