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Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 14h29m

Agronegócio > Frutas

MG: produtores de manga de Jaíba se preparam para obter certificação Global Gap



Jaíba/MG

O produtor rural Darcy Glória saiu de Belo Horizonte para Jaíba (MG), no início da década de 1990, para abrir um posto de gasolina. Em 2001, mudou de ramo: adquiriu um lote, fez um empréstimo no banco e plantou banana, limão e manga. Com o tempo, desistiu da banana e passou a dedicar-se à produção qualificada de manga e limão. Atual presidente da Associação de Produtores de Limão do Jaíba (Aslim), Darcy é dono de uma plantação de mais de 50 hectares, na qual produz, anualmente, 870 toneladas de limão e aproximadamente 600 toneladas de manga.

Darcy é um dos 20 fruticultores de Jaíba que recorreram ao Sebrae em Minas Gerais com o objetivo de certificar suas frutas para conquistar novos mercados, inclusive estrangeiros. Para ele, uma das mais importantes certificações é a Global Gap, que estabelece normas voluntárias a produtos agrícolas em todo o mundo e permite a exportação para a União Europeia. “Além da oportunidade de venda a países da Europa, o produtor também passa a ter controle de rastreabilidade e a adotar boas práticas agrícolas”, afirma o técnico do Sebrae na região, Jadilson Borges, que acompanha o projeto “Manga madura para consumo”, iniciado em julho de 2009 para fortalecer a competitividade das empresas na cadeia produtiva da fruta.

Após análises mercadológicas feitas por uma empresa de consultoria internacional, definiu-se o foco na manga palmer madura para consumo, como produto de maior lucratividade para o fruticultor. O projeto está em sua primeira fase, que é o de adaptação das propriedades para obterem o selo de qualidade internacional Global Gap.

Critérios
São vários os requisitos para a certificação: instalação de depósitos de adubo e banheiros a cada 500 metros; coleta seletiva de lixo e envio para local adaptado; sinalização do uso de defensivo agrícola; placas de sinalização com a descrição da variedade da manga palmer, a localização da fruta na propriedade, a análise da água tanto para consumo humano, como para a irrigação, além de análise de resíduos, treinamentos em segurança no trabalho, entre outros.

Para cuidar das exigências, Darcy Glória contratou os serviços de Edivaldo Gomes Dias, que faz o controle das planilhas e da mão de obra para realizar o plantio e a colheita da manga. O projeto incentivou os produtores a investirem em casas de embalagem, conhecidas como Packing Houses. Nesses locais ocorre o processo de limpeza, embalagem e resfriamento das frutas, armazenadas até a chegada dos contêineres refrigerados que, mais tarde, são conduzidos aos aeroportos.

O diretor financeiro da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Jorge de Souza, afirma que o projeto aumentou a consciência empreendedora dos fruticultores, que mudaram seu olhar a respeito do consumidor final e de seu cliente direto. Uma das premissas aplicadas pelo Sebrae em Minas é a compreensão de que, ao garantir o período exato de maturação e a excelente qualidade da fruta, ela cairá no gosto do consumidor, que voltará a consumi-la.

Quanto ao cliente direto, verifica-se que investimentos em frutas diferenciadas geram melhores resultados. Com um produto diferenciado, distribuidores podem comprar de menos produtores. E como os distribuidores procuram relações de longo prazo para minimizar riscos, aumenta-se o poder de barganha dos produtores.

Da cerca para dentro
Além da absorção de novos conceitos, aspectos técnicos “da cerca para dentro” também são uma preocupação do produtor. É preciso selecionar o momento exato da colheita para que a fruta chegue ao mercado internacional “madura para consumo”. O sócio-proprietário da fruticultura de 120 hectares de manga e 40 de abacate, Chiguetoshi Kojima – vindo do interior de São Paulo e moradore há quinze anos de Jaíba - diz que “depois do Sebrae, "mudou para a gente o conceito de se colher uma fruta boa". Segundo ele, se a manga não é retirada no ponto, o sabor da fruta não é bom. “Uma referência importante para sinalizar a colheita é o aparecimento das flores na mangueira.

Atento ao foco do projeto, o técnico Jadilson Borges anuncia o próximo passo: a venda de mangas palmer certificadas pelo Global Gap para os mercados sofisticados. “A meta é fornecer ao mercado de Belo Horizonte e São Paulo 4 mil toneladas até dezembro de 2011 e 6 mil até dezembro de 2012”, revela Borges. No mercado externo, o objetivo é vender, para Holanda, Inglaterra e Portugal, 1,5 mil toneladas até dezembro de 2011 e 5 mil toneladas em até cinco ou seis meses após o florescimento, a manga já está boa para ser colhida dezembro de 2012 via trade.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias














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