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Sexta-feira, 23 de julho de 2010 - 15h03m

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EUA: Journal of Food Science destaca estudo de nanotecnologia desenvolvido pela Embrapa



Chicago/EUA

Uma pesquisa na área de nanotecnologia desenvolvida pela pesquisadora Henriette Azeredo, da Embrapa Agroindústria Tropical, figura entre os dez mais relevantes estudos da área publicados no Journal of Food Science (EUA), entre os anos de 2008 e 2009, segundo o portal da editora Wiley-Blackwell - um serviço online que fornece acesso a artigos em cerca de 1500 revistas, além de livros e obras de referência importantes.

O Journal of Food Science é uma publicação científica ligada ao Institute of Food Technologists (IFT), sediado em Chicago (EUA), que abrange várias áreas da Ciência e Tecnologia de Alimentos. A publicação é uma das mais importantes na área de tecnologia de alimentos, no ranking do Institute for Scientific Information (ISI), que detém uma das mais abrangentes base de dados de informações científicas do mundo.

O artigo trata da pesquisa desenvolvida por Henriette Azeredo durante o pós-doutorado, realizado no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em 2008. A pesquisadora estudou filmes comestíveis à base de polpa de manga adicionada de diferentes concentrações de nanofibras de celulose. O estudo mostrou que, com a adição das fibras muito pequenas de celulose, os filmes tornaram-se mais fortes, com melhor barreira à umidade e melhor estabilidade térmica

A Embrapa aparece ainda em outro artigo da lista dos dez mais importantes em nanotecnologia do Journal of Food Science, segundo a Wiley-Blackwell. O artigo, que trata de propriedades de novos filmes contendo nanopartículas de quitosana, foi produzido durante o doutorado da autora, Márcia Moura, sob orientação do pesquisador Luiz Henrique Mattoso, da Embrapa Instrumentação Agropecuária.

Para Henriette Azeredo, a importância atribuída aos artigos produzidos por pesquisadores da Embrapa revela não só o reconhecimento da qualidade dos trabalhos dos cientistas brasileiros, mas também a relevância da Rede Brasileira de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio, um projeto coordenado pelo pesquisador Luiz Henrique Mattoso que envolve 90 pesquisadores de 17 centros da Embrapa e de 15 universidades. “Os dois trabalhos considerados importantes estão ligados ao projeto da rede. Ambos têm a participação do coordenador da rede, Luiz Henrique Mattoso. Isso mostra que a rede está fazendo barulho”, afirma a pesquisadora Henriette Azeredo.

A pesquisa
A pesquisadora produziu filmes comestíveis à base de polpa de manga adicionada de diferentes concentrações de nanofibras de celulose. Em seguida, analisou propriedades mecânicas, de barreira e térmicas dos filmes, e observou que praticamente todas as propriedades foram melhoradas pela adição de nanofibras.

Segundo Henriette Azeredo, como ainda não se conhecem possíveis efeitos adversos que as nanofibras possam, eventualmente, ter sobre o organismo humano, a aplicação da tecnologia ainda está limitada. O próximo passo é a realização de testes toxicológicos das nanofibras de celulose.

Um projeto recentemente aprovado pela pesquisadora Morsyleide Rosa, também da Embrapa Agroindústria Tropical, prevê a realização desses testes, o que deve contribuir para que a tecnologia seja utilizada comercialmente em um futuro próximo. Os testes toxicológicos serão coordenados pelo pesquisador Eraldo José Madureira Tavares (Embrapa Amazônia Oriental), que também faz parte da Rede Brasileira de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio.


Fonte: Embrapa













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