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Diversos projetos em andamento no campo estão transformando o cenário da agricultura familiar no Rio Grande do Norte. Uma das iniciativas de sucesso já comprovado é a criação de aves caipiras, que hoje representa uma importante fonte de renda complementar para aproximadamente 500 pequenos produtores em todo o Estado.
O projeto é coordenado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn). A estimativa é de uma renda mensal de, pelo menos, um salário mínimo e meio para cada produtor que tenha 300 aves, sendo 150 para corte e 150 para postura.
O projeto foi iniciado em 1996 com uma capacidade para a produção mensal de apenas 40 mil pintos. A partir de 2003, a capacidade de produção foi ampliada para 100 mil aves por mês, graças a um investimento gradual ao longo dos últimos anos que chega a R$ 400 mil aplicados no melhoramento da estrutura física da Emparn.
"Projetos voltados para o fortalecimento de agricultura familiar tem sido prioridade do Governo do Estado. Por isso, órgãos fundamentais para o fortalecimento das atividades do setor, como a Emparn e a Emater foram reequipados e revitalizdos. Isso foi fundamental para o sucesso dos projetos que estão revolucionando a vida no campo, como esse, por exemplo", ressaltou o governador Iberê Ferreira.
Nos últimos sete anos foram comprados novos equipamentos para o Núcleo de Produção do órgão em Caicó com aquisição de mais matrizes e encubatórios. O Núcleo de Pesquisa, no bairro Jiqui, em Natal, também recebeu atenção especial do Governo do Estado. As instalações foram ampliadas e reequipadas e as atividades receberam mais incentivos. Atualmente, a Emparn desenvolve importantes pesquisas no intuito de descobrir novas fontes de alimentação alternativa para animais, além de buscar introduzir novas raças ao projeto de aves caipiras.
"Hoje trabalhamos com a raça Isa Label, que tem dupla aptidão, tanto para o corte, quanto para a postura. Os produtores compram os pintos já vacinados por R$ 1,50 a unidade, recebem capacitação técnica e são orientados na forma adequada de criação que é a semi-intensiva, ou seja, com os animais não confinados em aviários. Temos que lembrar que são aves caipiras e devem crescer soltas, mas com alimentação balanceada em 70% de milho e o restante com ração e capim verde, explicou José Flamarion de Oliveira, coordenador de projetos da Emparn.
O projeto também recebe a supervisão dos pesquisados Nilton Alto de Souza e José Simplício de Holanda, ambos da Emparn. Além do suporte do professor Alex Martins Varela de Arruda, da Universidade Federal do Semi-árido (Ufersa).
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