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Quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 - 08h03m

Agricultura > Safra

PR: estiagem quebra safra da Coamo



Seca no sul do país leva cooperativa a revisar estimativas em soja e milho.


Campo Mourão/PR

A falta de chuvas na região sul do Brasil, fenômeno que teve início em dezembro e se intensificou neste mês, está prejudicando lavouras e deixando produtores agrícolas com os cabelos em pé. O cenário levou a cúpula da Coamo Agroindustrial Cooperativa, a maior cooperativa da América Latina com sede em Campo Mourão, no Paraná, a rever suas estimativas de produção de soja e milho para a safra 2011/2012. No entanto, os números vistos-que apontam para quebra de safra das duas culturas - ainda não preocupam a diretoria. "Haverá quebra, mas os números não são catastróficos", disse José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, ao Brasil Econômico.

Apesar do clima desfavorável para as lavouras, Gallassini diz manter o otimismo e, por isso, espera, no mínimo, repetir a performance de 2011. Uma das explicações é o fato de a própria quebra de safra levar à alta de preços, o que compensaria queda em volume. A receita de 2011 da Coamo deve chegar a R$ 5,6 bilhões, 18% superior à de 2010. A cifra será conhecida com precisão em fevereiro. Já a estimativa de receita em 2012 será determinada apenas ao fim deste semestre, quando os efeitos da estiagem sobre a produção forem contabilizados de fato e quando houver melhor dimensão dos efeitos da crise global sobre a demanda de GRÃOS, fatores que ditam cotações.

"Costumamos dizer que o número exato da produção só é conhecido quando a colhetadeira passa pelas lavouras", diz Rogério Mello, gerente de comercialização da Coamo. No entanto, segundo levantamento inicial da cooperativa, com a estiagem, a produção deve cair 20% nas lavouras de milho e 10% nas de soja.

No caso do milho, a variação de quebra é estimada, por enquanto, apenas sobre a produção da safra de verão - cultivada entre os meses de setembro e outubro - e cuja produção inicial era prevista em 700 mil toneladas.

Para a soja, a Coamo havia projetado colher 3,6 milhões de toneladas na safra 2011/12, segundo Mello.

A maior parte dos mais de 24 mil cooperados está fora do Rio Grande do Sul, o estado mais prejudicado pela estiagem. A Coamo concentra sua produção em solo paranaense - 74% da soja e 80% do milho.

O restante da produção vem, sobretudo, do noroeste de Santa Catarina e do sul do Mato Grosso do Sul.


Fonte: Brasil Econômico













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