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Terça-feira, 31 de janeiro de 2012 - 15h38m

Pesquisa > Tecnologia

DF: avançam ações de projeto conjunto entre Brasil, Japão e Moçambique, informa Embrapa



Brasília/DF

Brasil, Japão e Moçambique avançam nas atividades do Projeto de melhoria da capacidade de pesquisa e de transferência para o desenvolvimento da agricultura no Corredor de Nacala (ProSavana-PI), em execução naquele país africano.

Representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) fecharam um acordo para construção de laboratórios multifuncionais nas províncias de Nampula e Niasse, seguindo o modelo arquitetônico adotado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Eles também concluíram o cronograma para execução das obras e definiram as responsabilidades para cada uma das partes.

As obras se destinam ao Centro Zonal de Nampula e ao Centro Zonal de Lichinga, ambos do IIAM (instituição congênere à Embrapa), localizados na região moçambicana denominada Corredor de Nacala. Nos dois casos, o modelo arquitetônico a ser adotado é semelhante às instalações das modernas Unidades Descentralizadas da Embrapa, que contam laboratórios de pesquisa projetados com economia e funcionalidade para abrigar equipamentos, bem como áreas administrativas e de convívio.

Conforme o analista em relações internacionais Carlos Henrique Canesin, da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Embrapa, este trabalho evidencia o conceito da cooperação trilateral. Ou seja: o Japão (leia JICA) financiará um dos módulos de Nampula, o Brasil (por meio da ABC) fará a parte de um módulo do Centro de Lichinga, e o IIAM está com a responsabilidade de cuidar da elaboração do plano de gerenciamento sustentável desses laboratórios.

A previsão é de que no segundo semestre deste ano sejam iniciadas as obras do primeiro módulo do Centro Zonal de Nampula, com uma área total de 514 metros quadrados. O projeto desta etapa prevê a edificação de um prédio com três laboratórios (química de solos, física de solos e análise de plantas), uma sala de reuniões com capacidade para 40 pessoas, área administrativa e escritórios.

A construção do módulo para o Centro Zonal de Lichinga está em fase de estudo. Mas, basicamente, segue o modelo de Nampula. A área total a ser construída é de aproximadamente 745 metros quadrados. Serão construídos dois prédios, cada um com 256 metros quadrados, nos quais estarão: laboratórios multifuncionais de solos, de fitopatologia, de entomologia e de sementes. Haverá um espaço destinado à instalação de um banco de germoplasma e de câmaras frias. Como em Nampula, a planta contempla uma sala de reunião (para 50 pessoas), escritórios para abrigar 18 pesquisadores e área administrativa. Uma área de serviços em comum complementa as duas estruturas, totalizando os 745 metros quadrados. Esta é a estrutura a cargo do governo do Brasil.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo Departamento de Patrimônio e Suprimento-Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura da Embrapa (DPS/CEA), com layout externo e plano básico de arquitetura assinados pelas arquitetas Aline Braga e Beatriz Lorentz, respectivamente.

O documento que define o cronograma e as responsabilidades (tecnicamente denominado acordo de reunião) foi assinado em Moçambique pelos representantes da JICA naquele país, Ryuichi Nasu, da ABC, Frederico Dimas de Paiva, e pelo diretor geral do IIAM, Calisto Bias.


Entenda melhor

O Programa Prosavana
Objetivo: fortalecer a capacidade do sistema de inovação tecnológica em áreas estratégicas para o desenvolvimento agrícola e rural de Moçambique e melhorar a competitividade do setor, seja em matéria de segurança alimentar, seja na geração de excedentes exportáveis.

ProSavana-PI

O Projeto de melhoria da capacidade de pesquisa e de transferência para o desenvolvimento da agricultura no Corredor de Nacala é um dos três projetos que compõe o Programa Prosavana e está inserido no Programa Embrapa-ABC Moçambique.

Área: Corredor de Nacala, situado na região Norte de Moçambique.

Cooperação: Brasil, Japão e Moçambique.

Beneficiários diretos: cerca de 400 mil pequenos e médios agricultores

Beneficiários indiretos: 3,6 milhões de produtores


Fonte: Embrapa













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