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Inaugurando os trabalhos em 2012, a CPI do Arroz ouviu, ontem, representantes do Banco do Brasil e Banrisul sobre denúncias de venda casada feitas por agricultores. Uma delas envolve um arrozeiro de Uruguaiana que não quis se identificar. Segundo o produtor, em cada custeio ou investimento realizado, o banco solicitou "reciprocidade": contratação de consórcio, aplicação ou seguro representando até 5% do crédito concedido. "Perguntei ao meu gerente o porquê, e ele falou que eram metas a cumprir", contou um correntista.
De acordo com o presidente da CPI, Jorge Pozzobom, a prática é vetada pelo Código de Defesa do Consumidor. "Os bancos admitem que é ilegal. Vamos apurar detalhes e repassá-los para que sejam averiguados." A diretoria do Banrisul informou desconhecer a prática e alegou que nunca houve determinação neste sentido. Representantes do BB não foram localizados.
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