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A irregularidade climática parece não ter afetado o humor dos agricultores do Sudoeste goiano, mais precisamente em Rio Verde. Lá, a expectativa é colher algo em torno de 3 mil quilos de soja por hectare.
A commodity continua forte, embora não tenha condições de competir com a cana-de-açúcar, cada vez mais presente no cenário local. Para superar os números da cana, seriam necessários 4 mil quilos de soja por hectare, produtividade hoje inatingível. Com o milho, os números são mais favoráveis, conforme estimativas oficiais, podendo alcançar 8,5 mil quilos por hectare. É o que conta o agrônomo Maurício Miguel, da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo).
No atual estágio, 30% da soja já foi colhida. A área para grãos, apenas em Rio Verde, gira em torno de 350 mil hectares.
"A chuva atrapalhou um pouco, mas o que se espera é que os produtores continuem animados com a colheita, principalmente da soja", avalia. A previsão é que o tempo continue seco em praticamente toda a região. Mas, além do fator climático, os agricultores estão preocupados com a lagarta-da-maçã. Praga comum nas lavouras de algodão, afeta a produtividade e, consequentemente, o bolso.
As lavouras de soja, antes a salvo da doença, agora são o alvo.
Que compete com a ferrugem asiática, fazendo com que produtores realizem até seis aplicações de defensivos, onerando os custos de produção.
No caso do milho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa é colher até 200 sacas por hectare. Paralelamente, deve haver um aumento de 29 mil para 80 mil toneladas do produto cultivado na região. Mais informações: (62) 3201-8905
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