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Quinta-feira, 09 de maio de 2013 - 07h14m

Agroindústria > Agronegócio

RS: JBS assume planta de suínos de Ana Rech



Caxias do Sul/RS

Um negócio de R$ 200 milhões selado entre a subsidiária de aves da JBS e a BRF pode pôr fim a um impasse que preocupava cerca de 700 suinocultores incluídos no sistema de produção integrada da unidade de Ana Rech, que pertencia à Doux Frangosul, em Caxias do Sul.

Há dois anos a planta foi repassada à BRF, em pagamento de uma dívida do grupo francês, mas as operações estavam comprometidas desde novembro de 2012, em razão de um acordo firmado junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que permitiu a fusão de Perdigão e Sadia, mas exigiu que a nova empresa se desfizesse de alguns ativos no País.

Por isso, em janeiro, o órgão decidiu que a planta não poderia ser assumida pela BRF, por gerar nova concentração de mercado. O fato foi determinante para concretizar o repasse, confirmado pela JBS por meio de um Comunicado ao Mercado protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira. Segundo o texto, o grupo se compromete a adquirir a unidade frigorífica de suínos e também as granjas.

Do montante, R$ 120 milhões serão destinados à aquisição da planta industrial e da Granja André Rocha, localizada em Nova Prata. O restante, R$ 80 milhões, é referente à compra de 491 mil suínos do ativo biológico. O valor será pago em 50 parcelas de R$ 4 milhões, corrigidas.

No entanto, o informe aos acionistas ressalva que a conclusão depende da implementação de algumas condições suspensivas, entre elas, a expressa autorização prévia do Cade. De acordo com a assessoria do órgão, a notificação oficial ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias. Vencida a etapa, o conselho tem prazo de 240 dias, prorrogáveis por mais três meses, para bater o martelo sobre o processo de análise de concentração de mercado.

De acordo com o vice-presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Jandir Piloto, a entrada definitiva da JBS no mercado gaúcho de suínos trará reflexos imediatos também sobre os preços, atualmente concentrados sobre a pressão de dois gigantes do setor, os grupos BRF e Marfrig. “Isso é muito positivo, pois sai da mão das maiores empresas e minimiza as pressões sobre os preços. A entrada de um terceiro agente forte descaracteriza um pouco o monopólio concentrado com a Marfrig e BRF e gera reflexos para toda a cadeia de suínos, principalmente para os criadores que dependem da planta de Ana Rech”, analisa.

Piloto relembra ainda que o processo de transição, em 2009, gerou problemas de fornecimento de ração e reposições. Entretanto, ele ressalta que, até o momento, os proprietários das unidades de produção de leitões (UPLs), crechários e terminais de porcos não foram informados oficialmente da negociação. Na avaliação do presidente da Fetag-RS, Elton Weber, o novo cenário pode, inclusive, incentivar a retomada dos investimentos. A opinião é compartilhada pelo presidente da Acsurs, Valdecir Folador, que projeta melhorias para o processo de produção e industrialização.

Para ele, entretanto, o ingresso da JBS não terá incidência sobre os preços. “Como a produção é 100% integração vertical, a empresa é dona dos rebanhos, rações e insumos. Por isso, a remuneração é feita por índices de eficiência. O que muda é a ampliação da segurança sobre o futuro do frigorífico.”

Rafael Vigna


Fonte: Jornal do Comércio














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