Boa noite!
25/11
 


Notícias

Voltar
Quarta-feira, 29 de junho de 2005 - 08h06m

Agronegócio > Suínos

Preço da carne de porco sobe 15%



Londrina/PR

As baixas temperaturas aliadas à pouca oferta, contribuíram para uma elevação do preço da carne de porco no Paraná. Em junho, o preço do quilo bruto no atacado subiu de R$ 1,80 para R$ 2,10, um aumento de pouco mais de 15%. Nos açougues, a carne é vendida por corte e pode chegar, em média, a R$ 9, o quilo da costelinha. Segundo a Emater/PR, a tendência agora é que os preços se mantenham estáveis ou sofram um leve reajuste até o final do ano, podendo chegar a R$ 2,40 o quilo bruto.

Tradicionalmente, no inverno o consumo da carne suína tem um incremento que varia entre 5% e 10%. Esse aumento costuma refletir durante todo o segundo semestre, quando as indústrias costumam fabricar mais produtos e os atacadistas formam estoques para as festas de fim de ano. Segundo o engenheiro agrônomo Remi Sterzelecki, coordenador do Programa de Suinocultura da Emater/PR, as exportações paranaenses estão aquecidas, atraídas pelos bons preços do mercado internacional.

""Nos primeiros meses deste ano, houve um aumento de volume e valor exportados com relação a 2004"", diz Sterzelecki sem, contudo, revelar os números. Segundo ele, há pouca oferta de carne suína no mercado porque muitos criadores abandonaram a atividade depois que a suinocultura passou por uma crise de preços, há dois anos. Somente na Região Norte, a estimativa é que o número de criadores tenha caído 35%.

O Paraná tem o segundo maior rebanho do País, com cerca de 4 milhões de cabeças. No entanto, o Estado é o terceiro em produção de carne suína, perdendo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. ""Isso acontece porque parte da produção, principalmente do Norte do Estado, é destinada apenas para consumo próprio"", explica Sterzelecki.

O presidente da Suinopar, José Luiz Vicente da Silva, lembra que no Brasil a carne de boi está mais barata do que no mercado internacional. ""Diante deste panorama, o consumidor prefere comprar mais volume e, por isso, acaba optando pela carne de boi ou pelo frango, que são mais baratos"", avalia. De acordo com ele, a tendência é que as exportações passem a dar ""sustentação"" para os criadores paranaenses. ""Está faltando carne suína no Mercado Comum Europeu, o que está puxando o preço no mercado interno"", informa.

Apesar do aumento das exportações, Silva descarta o desabastecimento na Região Norte. ""Toda semana desembarcam aqui na Região Metropolitana de Londrina cerca de 3 mil cabeças de porcos. São cerca de 270 mil quilos de carne"", comenta.

Custos
O presidente da Associação dos Suinocultores de Arapongas (Asuar), Nelson Guidoni, afirma que a cotação no atacado não chega a dar prejuízos aos criadores. No entanto, um preço considerado satisfatório seria entre R$ 2,40 e R$ 2,50 o quilo, uma vez que o custo de produção está estimado em R$ 1,95. ""Os custos dos insumos e das rações não subiram, mas outras tarifas básicas foram reajustadas como a energia elétrica, o salário mínimo e os combustíveis"", afirma.


Fernanda Mazzini


Fonte: Folha de Londrina














© Copyright 2014, Via Informação - Todos os direitos reservados
Proibida a cópia e reprodução total ou parcial sem a citação da fonte.
Site desenvolvido por Grandes Idéias

Skype: paginarural

E-mail: paginarural@paginarural.com.br

h t t p : / / w w w . p a g i n a r u r a l . c o m . b r