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Terça-feira, 03 de junho de 2014 - 19h37m

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DF: Congresso Nacional comemora Ano Internacional da Agricultura Familiar



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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado



Brasília/DF

“A Organização das Nações Unidas propõem debater três grandes desafios com o Ano Internacional: a segurança alimentar, a superação da pobreza e a sustentabilidade ambiental. Esses três elementos estratégicos encontram na agricultura familiar as suas respostas fundamentais”, salientou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, durante a comemoração do Ano Internacional da Agricultura Familiar, Campesina e Indígena, nesta terça-feira (3), no Congresso Nacional, em Brasília (DF).

Segundo ele, ao propor uma sessão solene, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados se alinham a uma agenda internacional de debates em torno da produção de alimentos. “Esta iniciativa põe o Congresso em sintonia com uma grande agenda mundial onde a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, traz ao centro das discussões a agricultura familiar e o trabalho de 3 bilhões de homens e mulheres que convivem com o meio rural em todo o mundo”, explicou.

Na solenidade foram destacadas, ainda, políticas brasileiras que incentivam o desenvolvimento dos produtores rurais como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que para a safra 2014/2015 recebeu R$ 24,1 bilhões.

“Neste Plano Safra aumentamos o crédito, com juros de 0,5% a 3,5%. Essas ações apoiam, criam oportunidade, incorporam as reivindicações. O que queremos é um meio rural forte e que produza mais e melhor”, observou Rossetto.

Políticas que, segundo a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alessandra Lunas, são exemplos em todo mundo. “Somos a menina dos olhos para o mundo inteiro. Temos um leque de políticas públicas que são referências de fortalecimento da agricultura familiar e de demandas por parte dos trabalhadores rurais”, afirmou.

No Brasil, 84% dos estabelecimentos produtivos são da agricultura familiar, correspondendo por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário. “Nosso objetivo é que a sociedade, ao ver o alimento na mesa, pare e reflita sobre quem o produz”, realçou a secretária.

Para a senadora Ângela Portela, um os parlamentares que propôs a sessão conjunta, o decreto do Ano Internacional foi o reconhecimento do setor. “2014 foi instituído o Ano Internacional da Agricultura Familiar como reconhecimento da contribuição do segmento na segurança alimentar dos países e na erradicação da pobreza. Com esta ação, a ONU está dando mais visibilidade ao importante papel que a agricultura familiar desempenha nessas questões, promovendo, desta forma, a segurança alimentar no mundo inteiro, na preservação dos alimentos tradicionais e promovendo o uso sustentável dos recursos naturais”, salientou.

Agricultura familiar nos Correios
Pela primeira vez no País, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lança um selo específico sobre a agricultura familiar. A iniciativa faz parte das comemorações do Ano Internacional. O selo, lançado nesta terça-feira, é composto por duas partes que juntas formam o cotidiano dos mais de quatro milhões de produtores em todo o País.

“São 300 anos de Correios, no Brasil, e 170 anos de selo. É a primeira vez que se coloca a agricultura familiar estampada em um selo. Isso valoriza o trabalho dos produtores e produtoras rurais que têm se fortalecido ao longo dos anos”, atentou a deputada federal Luci Choinacki.

Ao todo, serão comercializados, a partir desta terça-feira (3), 900 mil selos, no valor de R$ 1,50 cada.

O Ano
Alimentação saudável, segurança alimentar, proteção da agrobiodiversidade, preservação do regionalismo. A agricultura familiar é protagonista em diversos segmentos, porém ainda é desconhecida de parte da população mundial. Para mudar essa realidade e colocar a produção dessas famílias em maior evidência, a Organização das Nações Unidas (ONU), na Assembleia Geral, em dezembro de 2011, instituiu o Ano Internacional da Agricultura Familiar (Aiaf) 2014.

O objetivo da entidade, com o ano comemorativo, é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais. Além disso, a ONU quer aumentar a visibilidade do papel do segmento na erradicação da fome e pobreza, na provisão de segurança alimentar e nutricional, na melhora dos meios de subsistência, na gestão dos recursos naturais, na proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.


Fonte: MDA














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