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Segunda-feira, 20 de março de 2017 - 10h05m

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SP: manejo do pasto afeta emissão de gases de efeito estufa, destaca Unesp



Jaboticabal/SP

Pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias da Unesp Jaboticabal (Fcav-Unesp) publicaram o artigo “Impacto da intensidade de pastejo e estações sobre a emissão de gases de efeito estufa em pastagens tropicais”. na edição de março da revista Ecosystems uma importante revista científica internacional. O trabalho é fruto tese de doutoramento do primeiro autor Abmael da Silva Cardoso sob orientação da professora de Forragicultura e pastagens Ana Cláudia Ruggieri e fez parte do projeto temático financiado pela Fapesp “Balanço de gases de efeito estufa e estratégias de mitigação em pastos de Brachiaria submetidos a diferentes manejos”.

O estudo avaliou a emissão dos 3 principais gases de efeito estufa em pastos de capim-marandu submetidos a intensidades de pastejo: baixa (35 cm de altura), moderada (25 cm de altura) e alta (15 cm de altura) e não diferentes estações do ano por um período de 3 anos.

O efeito do manejo do pasto variou de acordo com o gás. Para o dióxido de carbono (CO2) a emissão foi maior nos pastos de maior altura. Enquanto para o óxido nitroso (N2O), um potente gás de efeito estufa (GEE) que possui poder de aquecimento global num horizonte de 100 anos 310 vezes maior do que o CO2, as emissões foram maiores quanto maior foi a intensidade de pastejo, ou seja, nos pastos manejados com menor altura houve uma maior emissão deste gás. Já quando avaliada a produção de metano (CH4) não foi encontrada qualquer relação com a intensidade de pastejo.

A estação do ano também afetou a emissão dos gases. As maiores emissões foram encontradas durante o verão e as menores no período do inverno. E nas estações outono e primavera a produção dos gases foi intermediária. Essa variação na emissão dos GEE entre estações é explicada pela sazonalidade de produção de forragem observada na região noroeste paulista.

Os resultados do estudo têm aplicações práticas no manejo do pasto. Pastos manejados em alturas mais baixas apresentam maior impacto ambiental. Além da maior emissão de GEE a maior intensidade de pastejo pode levar a degradação da pastagem e consequentemente a redução dos estoques de carbono do solo ampliando ainda mais o impacto sobre o meio ambiente. Embora seja possível manejar o pasto em menores alturas com o uso de grandes quantidades de fertilizantes nitrogenados e manter a produtividade do pasto ao longo dos anos, isto também impacta o meio ambiente, uma vez que o N2O emitido pelo uso de fertilizante apresenta alto potencial de aquecimento.

Além das implicações práticas do estudo os pesquisadores observaram a ocorrência de consumo de N2O nas pastagens, principalmente durante o inverno e após longos períodos sem a ocorrência de chuva. O consumo de N2O não é completamente explicado e em pastagens de capim-marandu poderia ocorrer inibição de nitrificação como observado em pastos de capim-humidícula. Para compreender este fenômeno novos estudos estão sendo realizados pela equipe.

O artigo pode ser acessado diretamente em:
https://link.springer.com/article/10.1007/s10021-016-0065-0



Fonte: Unesp Jaboticabal














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