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Segunda-feira, 05 de setembro de 2005 - 18h15m

Agronegócio > Genética

MG: pequena empresa é pioneira no melhoramento genético de bovinos



Excegen Genética, pequena empresa residente na incubadora da Fundação Biominas, já é líder nacional na área de sistemas de melhoramento genético para o gado de corte


Belo Horizonte/MG

Na semana em que entidades de apoio a incubadoras e parques tecnológicos se reúnem para debater os rumos do movimento, durante o XV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em Curitiba, PR, de 6 a 9 de setembro, é impossível não trazer à tona experiências de êxito junto a pequenos negócios de base tecnológica. Bons exemplos estão espalhados de Norte a Sul do País. Um deles vem de Minas Gerais, da incubadora de empresas de biotecnologia, química fina e informática aplicada da Fundação Biominas, de Belo Horizonte.

Instituição privada sem fins lucrativos, a Fundação Biominas foi criada em 1990 para a apoiar e promover o desenvolvimento do setor de biotecnologia no Brasil, em parceria com empresas privadas, universidades, governos estadual e federal e instituições como o Sebrae. Alguns casos de sucesso no apoio a pequenos negócios de base tecnológica foram forjados na incubadora. Um deles é o da empresa graduada Ferrara Ophtacmics Ltda., que desenvolveu uma órtese, o ‘Anel de Ferrara’, para corrigir uma deformação da córnea conhecida como Ceratocone.

É também da Fundação Biominas que está saindo para o mercado um produto inovador, líder nacional na área de melhoramento genético para o gado de corte. Produzido pela pequena empresa Excegen Genética S.A., residente na incubadora, o ‘Marcador de DNA’ é composto de um sistema a partir do qual pecuaristas podem obter informações sobre o perfil genético do plantel. Isso possibilita seleção mais apurada dos animais com melhores condições de, no futuro, apresentar maior produtividade na bovinocultura de corte.

“É um sistema de seleção assistida por marcador molecular, que funciona como uma ferramenta de tomada de decisão fundamentada nas classificações dos genótipos encontrados no DNA de cada animal”, explica o diretor-presidente da Exegen Genética, Sérgio Ulhoa Dani. Médico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com doutorado e pós-doutorado nas áreas de biologia molecular e genética, ele acabou por atuar no ramo da genética bovina. E, ao que tudo indica, não tem motivos para se arrepender.

Hoje, a Excegen Genética possui uma clientela selecionada. Os ‘Marcadores de DNA’ são fornecidos para os principais criadores de ‘gado de elite’ do País. São pecuaristas que investem na criação de tourinhos e novilhas de alta linhagem genética, que, mais tarde, virão a ser reprodutores e matrizes com capacidade para melhorar a genética de todo um rebanho. Para se ter uma idéia do desenvolvimento experimentado, em pouco mais de dois anos de incubação, a empresa conseguiu montar um banco com o genótipo de quase 10 mil animais.

Até mesmo a atual crise pela qual atravessa a pecuária de corte nacional, com aumento da oferta de carne no mercado e redução do preço do produto, não foi capaz de abalar os negócios da empresa. “Algum impacto sempre há, mas como vendemos tecnologia de ponta para um grupo seleto de produtores, essa reorganização do mercado não afeta tanto assim”, assinala Sérgio Dani.

Segundo ele, o impacto do atual momento da pecuária também é absorvido pelo fato de empresa estar incubada. “É o ambiente propício para uma pequena empresa desenvolver produtos inovadores, porque há redução de custos e ainda é possível ter acesso a aspectos gerenciais que são fundamentais para a sobrevivência de qualquer negócio”, avalia. “É também o local onde pesquisadores podem por em prática seus conhecimentos, tendo sempre no horizonte a visão de mercado”, acrescenta.

Resultados
Desde 1990, 11 empresas foram graduadas na incubadora da Fundação Biominas. Hoje, além da Excegen Genética, existem mais 11 negócios inovadores residentes no local. Um deles deve ser graduado até o fim deste ano. A capacidade da incubadora é para atender até 15 negócios simultaneamente.

Em 2004, as 12 empresas residentes na incubadora faturaram R$ 10 milhões e proporcionaram arrecadação de tributos da ordem de R$ 1,5 milhão. No primeiro semestre de 2005, o faturamento dessas empresas alcançou os R$ 6 milhões, o que gerou recolhimento de R$ 650 mil em impostos. Além disso, respondem por 122 postos de trabalho direto.

Levantamento feito pela Fundação Biominas também mostrou que, em 2004, seis empresas graduadas na incubadora conseguiram faturamento de R$ 49 milhões, gerando R$ 6,5 milhões de impostos e 173 postos de trabalho.

Para a gerente da incubadora, Angélica Salles, o principal desafio ainda passa pela obtenção de recursos para manutenção. Nesse aspecto, ressalta Angélica, o apoio de instituições como Sebrae e Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) são fundamentais.

“O Sebrae é um dos principais apoiadores da incubadora por meio da Rede Mineira de Inovação e, além disso, a Fundação Biominas foi contemplada em todos os cinco editais de apoio às incubadoras lançados até hoje por meio do Programa Sebrae de Incubadoras”, diz.


Rodrigo Rievers


Fonte: Agência Sebrae de notícias














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