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Sexta-feira, 21 de abril de 2017 - 10h49m

Agricultura > Soja

RS: Emater utiliza método tradicional para monitorar colheita da soja em Candelária



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Foto: Carina Venzo Cavalheiro/Emater-RS



Candelária/RS

Com 90% da safra de soja já colhida, os agricultores do município de Candelária juntamente com os extensionistas da Emater/RS-Ascar fazem o diagnóstico referente aos índices de produção perdida no ato da colheita. Para tanto, é utilizado o método do copo medidor. A tecnologia desenvolvida pela Embrapa permite quantificar as perdas totais da colhedora e da plataforma de corte.

A técnica tem como objetivo alertar os produtores quanto às perdas ocorridas no momento da colheita da oleaginosa. "Observamos que há casos em que as perdas estão abaixo do tolerado, que é de até um saco por hectare. Entretanto, há situações em que as operações de colheita devem ser ajustadas para reduzir a perda de produto", explica o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Adriano Roque de Gasperin. Segundo o extensionista, os índices de perda na colheita nas lavouras de soja do município variam de 0,8 até 3,0 sacos por hectare, sendo colhidos em média 55 sacos por hectare.

Nos últimos anos, a área cultivada com soja em Candelária tem aumentado. Dados da Emater/RS-Ascar apontam que na safra 2015/2016 foram plantados 17 mil hectares e, 17,5 mil hectares na safra 2016/2017. "Muitas propriedades familiares têm optado pela cultura como fonte de renda familiar, sendo que alguns agricultores que anteriormente contratavam o serviço de colheita têm decidido adquirir sua própria colhedora. Atualmente, existem muitas marcas e modelos de colhedoras de diversas idades e estado de conservação.

No entanto, colhedoras desajustadas pode ser uma causa de perdas de produto na execução da colheita. Velocidade excessiva da colhedora, relevos irregulares e fatores climáticos também ocasionam perdas", lembra Gasperin.

Outro fator que influencia nas perdas das lavouras é o índice de umidade dos grãos. O tempo seco registrado na região nas últimas semanas intensificou a colheita, mas favoreceu a perda de água dos grãos. "Em alguns casos constatamos um teor de umidade no grão de 9%, o que por si só já causa prejuízo ao produtor. O percentual máximo recomendado de umidade é de 14%, visto que se o agricultor tiver um produto com teores de umidade acima deste valor será descontada a umidade excedente, ou seja, haverá desconto no peso do produto. Entretanto, se o teor de umidade for abaixo do tolerado, o produtor perderá dinheiro, pois seu produto perdeu peso", finaliza Gasperin.

A expectativa é de que, se permanecerem as boas condições climáticas, a colheita seja finalizada em dez dias.


Fonte: Governo do Rio Grande do Sul
















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