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Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2018 - 17h18m

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RS: Projeto Lavoura de Resultados mobilizou 300 pessoas para dia de campo em Restinga Sêca, destaca Emater



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Foto: Divulgação / Emater-RS



Restinga Sêca/RS

Nesta quinta-feira (08), na localidade de Colônia Borges, interior de Restinga Sêca, aproximadamente 300 pessoas, entre agricultores, pesquisadores, representantes de empresas e demais interessados no ramo agrícola, participaram do Dia de Campo do Projeto Lavoura de Resultados, que abordou a cultura da soja.

O evento foi organizado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Massey Ferguson e Syngenta. Em todo o Estado, o Projeto realizará 21 dias de campo durante os meses de fevereiro e março, com o objetivo de disseminar informações sobre o uso racional de insumos agrícolas nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul.

Os conhecimentos técnicos sobre a cultura da soja, que são passados aos agricultores por meio da metodologia do Dia de Campo, estruturam-se em quatro estações: Manejo Consciente de Doenças da Soja, Manejo Integrado de Pragas da Soja, Manejo do Solo e Velocidade de Semeadura, e Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários. Além das estações, a programação compreende também duas oficinas: uma sobre Segurança e Legislação para o Uso e Armazenamento de Agroquímicos e outra sobre Qualidade de Vida no Meio Rural. Todos os assuntos envolvem os princípios do Projeto Lavoura de Resultado, que busca aprimorar a parte econômica, ambiental e social da produção de soja.

De acordo com o assistente técnico estadual de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Alencar Paulo Rugeri, o intuito do projeto é diminuir o uso de defensivos agrícolas utilizados nas lavouras, através de tecnologias e conhecimentos técnicos que garantam melhores rendimentos sem aumento de custos para o agricultor. Entretanto, Rugeri afirma que não há produto que garanta eficiência se não for bem aplicado, se não houver preocupação com os princípios básicos da produção.

O projeto incentiva os produtores a tomarem ações calculadas, ou seja, quando o produtor for fazer o plantio, deve fazer em condições ambientais adequadas, quando for comprar semente, deve investir em sementes de qualidade, quando for fazer uma aplicação de fungicidas, de inseticida ou de herbicida, deve observar todas as condições ambientais básicas, explica Rugeri.

Na região Central do Estado, a soja é a principal cultura agrícola de verão e tem a peculiaridade de ser integrada com a pecuária de corte. São aproximadamente 900 mil hectares de soja plantados, de acordo com as informações do assistente técnico regional de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, engenheiro agrônomo Luiz Antônio Rocha Barcellos. O projeto, através desses dias de campo, trabalha pela redução do uso indiscriminado de agroquímicos, pelo manejo das doenças da soja, destacando a importância do uso de produtos que buscam, principalmente, a redução da ferrugem asiática da soja, que é a principal doença que afeta a cultura na região e no Estado, complementa Barcellos.

Com a parceria da empresa Syngenta, como integrante do Projeto e uma das organizadoras do evento em todo o Rio Grande do Sul, busca-se para incentivar o manejo consciente de fungicidas. Para o representante da Syngenta, André Bundt, estamos em um momento conturbado em relação às doenças e à cultura da soja como um tudo; por isso a Syngenta quer transmitir aos produtores os conhecimentos necessários sobre a maximização do potencial das lavouras, levando em conta a dinâmica da cultura, que muda de um ano ao outro.

O coordenador de marketing da Massey Ferguson, Mauricio da Rosa, explica que a parceria entre a empresa e o Projeto visa conscientizar sobre as práticas simples do dia a dia que melhoram a qualidade de aplicação dos defensivos agrícolas, tanto na pequena, quanto na média e na grande propriedade. Sabemos que hoje 90% dos problemas de perda de qualidade de aplicação são relacionados aos fatores humanos, como a regulagem dos equipamentos, os horários de trabalho e o conhecimento sobre pontas de pulverização, assegura Rosa.

As ações do projeto Lavoura de Resultado são possíveis em decorrência do alinhamento entre a pesquisa, a extensão, as empresas produtoras de insumos e maquinários e as universidades federais, com as quais há integração, aponta a gerente Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, médica veterinária Regina Hernandes. A gerente da Emater/RS-Ascar considera também de extrema importância a correta aplicação dos defensivos agrícolas em proveito da preservação dos solos, das plantas, além da saúde dos animais e dos trabalhadores rurais.

Lavoura em Restinga Seca
Em Restinga Sêca, o agricultor Marcos Lucca cedeu a propriedade rural da família para a realização do Dia de Campo. Ele conta que recebe Assistência da Emater/RS-Ascar há muitos anos, nas lavouras de soja e de arroz, e destaca que seguir com precaução as indicações dos técnicos tem gerado resultados positivos para a lavoura, principalmente através do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Tenho garantido bastante economia, porque a técnica da batida de pano ensinada no MIP me ajuda a saber como aplicar os venenos e qual é a hora certa para isso, porque o produto é usado apenas no momento certo, quando existe pragas na lavoura, e garante a prevenção também, se ela for necessária. Um dos participantes do Dia de Campo no município, o produtor rural João Francisco Bolzan, que trabalha com a produção de soja e de arroz em Restinga Sêca, avalia o evento de forma positiva: Aprendi muito sobre pulverização de veneno, manuseio da lavoura, lidar com agrotóxico, foi muito proveitoso, assegurou o produtor. 


Fonte: Emater/RS














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