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Quarta-feira, 04 de julho de 2018 - 17h33m

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RS: novas opções de mercado podem aumentar área cultivada com trigo, destaca Embrapa



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Foto: Diogo Zanata




Cereal destinado para ração é oportunidade de negócio no Rio Grande do Sul


Passo Fundo/RS

Direcionar a produção do trigo para atender as exigências do consumidor e da indústria, visando ainda o mercado internacional, foram alguns dos aspectos abordados pelos palestrantes durante o painel "Estratégias e oportunidades para o trigo brasileir", realizado na tarde de ontem (03), durante a 12ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale que está acontecendo no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo, em Passo Fundo/RS, até quinta-feira (05). A parte agronômica, industrial e econômica foram posicionadas por representantes do setor.

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Paulo Pires, destacou que o Rio Grande do Sul, ao contrário dos demais estados do País, é exportador de trigo. "Em períodos de boa safra, temos excedente e este acaba se tornando um sério problema de liquidez. Estimamos produzir 2,5 milhões de toneladas (t) nesta safra e nosso consumo é de 1,2 milhões de t. Assim, nosso desafio é fazer com o trigo o que os outros estados fizeram com o milho, uma segunda safra com complemento de renda. Por conta disso, estamos trabalhando com a Embrapa uma forma de produzir trigo - sem prejudicar a produção da matéria-prima para os moinhos – mas com fomento para o mercado externo. "O Rio Grande do Sul começa a discutir a diversificação da produção de trigo. É um meio de incentivar o aumento da área cultivada", explica Pires.

O Rio Grande do Sul deve cultivar em torno de 670 mil hectares de trigo nesta safra e o Brasil abaixo de 2 milhões de hectares, sendo que já plantou acima de 2,3 milhões de ha. As expectativas e os caminhos que permitem a ampliação de área cultivada no Brasil foram apresentadas na palestra de Índio Brasil da Silva dos Santos, da Solo Corretora. Ele defende alternativas à liquidez do produtor, como por exemplo, a indústria de ração como uma oportunidade para o trigo gaúcho.

A modernização da indústria, preparada para receber o trigo com novas  genéticas de acordo com as exigencias do consumidor foram apresentadas pelo presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo/PR), Daniel Kümme, também conselheiro da Abitrigo. Segundo o palestrante, com a evolução do trigo, há uma melhora na qualidade de farinha, vindo ao encontro das necessidades do consumidor, como marcas diferentes, oportundiades de compra variadas, com diversidade de produtos e trigos de qualidades específicas de acordo com cada finalidade.  "Ainda precisamos estruturar a qualidade, mas estamos no caminho. Cada região tem diferentes tipos de trigos. Isso é um desafio para a indústria", pontua, ressaltando ainda que as normativas de agrotóxicos, micotoxinas e rotulagens são bastante exigentes para indústria e merecem maior atenção do produtor.

O pesquisador da Embrapa Trigo João Leonardo Fernandes Pires destacou as necessidades nos sistemas de produção, onde o trigo e outros cereais desempenham papel importante.  "Temos diferentes tipos de trigo, desde melhorador, tipo pão, biscoito e outros capazes de atender diferentes mercados. Um cenário que pode ser interessante são os trigos de duplo propósito, que atendem tanto a lavoura quanto a pecuária, produzindo silagem, pastejo e grãos. Mas qualquer que seja o foco da produção é preciso mais especialização, atendendo os padrões estabelecidos em cada setor", declara.


Fonte: Embrapa Trigo














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