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Sexta-feira, 09 de junho de 2006 - 09h26m

Agroindústria > Cana-de-Açúcar

Bahia: Ibirálcool compra usina usada para acelerar moagem de cana



Ibirapuã/BA

A atual lucratividade da produção de álcool fez os investidores da Destilaria de Álcool Ibirapuã Ltda. (Ibirálcool) optarem pela aquisição de uma usina desativada do que enfrentar as filas de espera por uma unidade nova, que chegam a dois anos. A antiga Destilaria São Gonçalo, de Japaratinga (AL), será reformada, desmontada, transportada e reconstruída no extremo sul da Bahia, no município de Ibirapuã.

Para iniciar a moagem já em maio de 2007, os parceiros Destilaria de Álcool Serra dos Aimorés (Dasa) e Agrounione investiram R$ 25 milhões na área industrial. A capacidade inicial de moagem será de 750 mil toneladas de cana e a produção máxima será de 60 milhões de litros de álcool hidratado por ano. Depois que a usina já estiver operando é que a Ibirálcool vai investir na modernização e ampliação do parque industrial. “Mais R$ 15 milhões serão investidos até 2011 na usina, inclusive para produzir açúcar“, conta o gerente administrativo da Ibirálcool, Luciano Barreiros.

Outros R$ 30 milhões serão aplicados na produção agrícola até 2011, quando a Ibirálcool espera ter 11,6 mil hectares plantados com cana. Para a safra 2006/2007 serão 4,5 mil hectares, com moagem de 200 mil toneladas de cana. Segundo Barreiros, a produção esperada de 43 milhões de litros de álcool deve gerar um faturamento inicial de R$ 36,8 milhões.

Avanço da cana
A Ibirálcool surgiu de uma parceria entre a usina mineira Dasa, de Serra dos Aimorés, e a Agrounione, empresa do setor pecuário que está desfazendo seu plantel de 10 mil cabeças na fazenda de Ibirapuã para plantar cana e receber a nova usina. A Dasa tem 70% de participação no negócio e já recebe cana de fornecedores do sul da Bahia, inclusive da Agrounione. “Os 947 hectares de cana que a Agrounione plantou nas duas últimas safras gerou um lucro líquido de R$ 1,87 milhões. Já com os 4,5 mil hectares em pastagem, o lucro nunca passava de R$ 1 milhão”, diz o engenheiro agrônomo do projeto, Faissal Magalhães Ganem.

Para Ganem, o fator de sucesso dos canaviais no sul da Bahia são as condições de solo, clima e relevo. “Somando os dois primeiros cortes, a Agrounione alcançou uma produtividade média de 137,8 toneladas de cana por hectare, sem irrigação”, atesta o agrônomo. A média nacional de produtividade gira em torno de 74 toneladas de cana por hectare.Barreiros afirma ainda que a Bahia representa hoje uma grande oportunidade de mercado consumidor.

Segundo o superintendente de Política do Agronegócio da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), João Aurélio Viana, o estado produz apenas 18% do açúcar e álcool que consome. ”Além disso, vemos a possibilidade de exportar o etanol pelo porto de Vitória (ES), que fica a cerca de 400 quilômetros e já realiza embarques do combustível“, acrescenta Barreiros.

Programa de governo
Para abocanhar uma parcela da onda de investimentos no setor sucroalcooleiro, o Estado da Bahia está empenhado na missão de transformar a região do extremo sul em uma nova fronteira para a cana-de-açúcar. A Seagri contratou a consultoria paulista Instituto Mercadológico das Américas (IMA) para identificar as oportunidades e atrair investidores. Segundo estudo do IMA, o extremo sul teria 600 mil hectares de terras vocacionadas à produção de cana. “Esperamos que ao menos metade dessa área seja ocupada pela cana, com atração de quatro a cinco usinas”, prevê Viana.


Luiz Silveira


Fonte: DCI














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