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Segunda-feira, 21 de agosto de 2006 - 07h50m

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Paraná: melhor safra da erva mate é colhida no inverno



Curitiba/PR

É nesta estação que é colhida a melhor safra da erva-mate. O inverno é o momento ideal porque a planta está em repouso vegetativo e conserva as folhas maduras e ricas em nutrientes, ao contrário do verão, quando está em atividade fisiológica para brotação.

Boa parte do setor ervateiro encontra-se no auge da produtividade e tem o que comemorar: a erva-mate é uma realidade econômica no mundo do agronegócio. Ao contrário da agricultura convencional, que vive dias difíceis, o mate se mantém valorizado no mercado, inclusive, no internacional, onde é comercializado a preços historicamente altos.

O Paraná é o principal produtor brasileiro em volume e qualidade. Cultiva a planta em 176 municípios, envovendo o trabalho de 51 mil produtores em cerca de 280 mil hectares. A safra principal ocorre entre os meses de maio e agosto. Já a safrinha acontece no verão, quando se fabrica a erva-mate tipo chimarrão cor verde, consumida no mercado interno.

São inúmeras as aplicações industriais da erva-mate, decorrentes da composição química da folha, não só para o preparo de bebidas, mas para o incremento de produtos de terceiros mercados.

No Estado, ainda predomina a cultura de ervais sombreados como são chamados os nativos em floresta de araucária , que correspondem a cerca de 70% do total. ""A erva-mate paranaense é basicamente de sombra, que resulta em melhor sabor e qualidade, enquanto que os gaúchos cultivam à pleno sol e os catarinenses possuem produção mista"" contextualiza o engenheiro agronômo da Emater, Jorge Mazuchowski.

Há, segundo o técnico, um relativo equilíbrio entre os três principais produtores nacionais, decorrente do fomento desenvolvido nos estados vizinhos. ""Seja pela importância social do produto, seja pela alternativa de renda da pequena propriedade, ou pela garantia de preço compatível com a produção"", explica Mazuchowski.

Clima e solo favorecem qualidade
O parque industrial ervateiro do Paraná, como conta Jorge Mazuchowski, da Eamter, sofreu alterações ao longo dos anos. Em 1980, eram 420 unidades processadoras atuantes. Em 1997, o número caiu para 209 e, hoje, operam cerca de 110 unidades industriais, concentradas em 65 municípios. ""A redução decorre de questões conjunturais, como política monetária e tributária, modernização de maquinário, exigências de mercado e profissionalização do setor"", esclarece.

O técnico da Emater diz que, embora haja dúvida quanto ao volume de erva-mate folha verde produzida e comercializada no Paraná, 300 mil toneladas destinam-se às agroindústrias e indústrias da zona produtora. A indústria ervateira matriz, denominada de moinho ou empacotadora, faz a finalização do produto. O Estado ainda atende a empresas do Rio Grande do Sul, com filiais em solo paranaense, que cuidam do cancheamento e beneficiamento de cerca de 35% de massa foliar verde produzida aqui.

O que se aplica à Baldo S/A, indústria centenária gaúcha que instalou uma unidade em São Mateus do Sul, em 1993, mas que já mantinha relações comerciais com o Paraná desde 1960. ""A erva-mate paranaense é de boa qualidade, a melhor. O conjunto de clima, solo e ambiente daqui oferece as variáveis e condições propícias para a produção"", diz o gerente da unidade de São Mateus do Sul, Leandro Beninho Gheno.

O cultivo de erva-mate requer clima mais frio, altitudes acima de 500 metros e solos profundos. Nas regiões Sul e Sudoeste do Estado estão a maior parte dos ervais sombreados e plantas nativas. Pensar numa expansão da cultura para outras regiões, como o Norte, se tornaria um desafio. ""Ponta Grossa é a única experiência que conheço de plantar erva-mate fora das áreas tradicionais e lá, o volume não é significativo. Quando se fala em chimarrão, sudoeste e sul são as melhores regiões. Talvez para outros produtos seja possível cultivá-la em outras áreas"", situa Gheno.

Produtor tenta inovações no manejo
Para quem nunca viu um erval, conhecer a produção de Jorge Gaensly Júnior, 59 anos, em São Mateus do Sul, é um privilégio. De tão bem cuidado, o conjunto de 18 mil pés de erva-mate parece formar um jardim. A produção é registrada nos mínimos detalhes a cada safra. ‘‘Estou aplicando de cinco a seis podas diferentes, em forma de taça, para ver se chego a melhor colheita. Além disso, a retirada de galhos de um mesmo local da árvore só ocorre após um descanso de dois anos. Isso aumenta a produtividade e dá mais sabor ao mate’’, ensina. Nesta safra ele colheu 17,6 toneladas de erva-mate, volume, segundo ele, menor que do ano passado. ‘‘A estiagem prejudicou a produção’’.

Depois de trabalhar 20 anos na agricultura convencional, Gaensly optou pela erva-mate porque ‘‘o risco de perder dinheiro é menor’’. ‘‘Há 12 anos planto erva-mate, mas o retorno dos investimentos veio após 10 anos’’. O produtor garante que não usa agrotóxico e optou pelo adensamento para aumentar o número de plantas por espaço de terra na floresta de araucária de sua propriedade.

O produtor Jorge Gaensly Júnior finaliza dizendo que está trabalhando com cinco tipos de mudas de regiões diferentes para ver qual se adapta melhor. ‘‘Sabemos muito pouco sobre a erva-mate. O desafio é grande’’, informa Gaensly, saboreando o chimarrão. Segundo ele, cada planta rende de cinco a seis quilos de erva-mate e tem produtividade garantida por até 40 anos.


Empresa estimula produtores
O produtor Jorge Gaensly é um dos principais colaboradores do programa de fomento ao agricultor desenvolvido desde 2002 pela Baldo S/A, com o apoio da Embrapa, na região de São Mateus do Sul. ""Julgo ser a cultura de espécies nativas resgatadas o nosso trabalho mais importante. Com estas sementes vamos fazer o melhoramento genético e obter o melhor material"", explica o empresário Leandro Gheno, criticando a falta de políticas públicas para o setor.

Segundo ele, a empresa incentiva o pequeno e médio produtor oferecendo assistência técnica, produção de mudas de boa qualidade e origem genética, além da garantia de compra da colheita. O programa de fomento valoriza o trabalhador do campo, contribui para o desenvolvimento econômico e a prática da preservação ambiental.

""O setor utiliza basicamente mão-de-obra, seria um contra-senso desestimular o produtor. Pelo contrário, queremos firmar parcerias entre a empresa e os produtores, para que cultivem seus ervais de forma produtiva e sustentável"", esclarece Gheno, ressaltando que a produção de mudas é um processo minucioso e que requer diversas etapas.

Na primeira etapa, como ensina engenheiro florestal Danilo Domingos, é feita a seleção de matrizes, com a demarcação de árvores fêmeas (produtoras de sementes). As sementes coletadas são estratificadas para a indução do término da formação do embrião. A semeadura é feita em canteiros de onde as mudas são transplantadas para jacás ou tubetes. Depois da condução as mudas são repassadas aos produtores que recebem assitência técnica até a colheita. Esse processo de formação da muda do mate dura cerca de 18 meses, quando está pronta para o plantio. Outro detalhe é a baixa germinação: de 10 mil mudas plantadas, apenas 5% a 20% consegue vingar.

Este ano o programa da empresa produziu 40 mil mudas, mas a demanda foi de 250 mil. ""Estamos trabalhando para ampliar o programa, que deve ser desenvolvido, no mínimo, por 20 anos. Utilizamos as mesmas ferramentas aplicadas em 1970 para propagar a cultura do pinus e do eucalipto"", finaliza Domingos.


Cultivo orgânico seduz produtores
‘‘O sabor da erva mate é o mesmo. O benefício é consumir um produto orgânico. Nosso público constitui-se de pessoas interessadas em qualidade de vida e consumidores de bebidas quentes’’, diz o empresário Rodrigo Andreoli, gerente da empresa Chás Orgânicos Campo Verde, de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. A indústria comercializa 80% de uma linha específica de chás orgânicos aromatizados no mercado interno e o restante no externo.

Desde 1991, a empresa realiza o plantio de erva-mate orgânica, mas começou a atuar como processadora do produto em 2003. ‘‘É um diferencial perante as outras indústrias, por isso investimos no segmento, embora o custo seja maior, já que a produtividade é menor’’, explica Andreoli.

Para o produtor Vilmar Ceni, 67 anos, de Chopinzinho, a erva-mate cultivada no sistema orgânico diferencia-se da convencional em todas as etapas da produção: desde o preparo das mudas e tratos culturais até na aplicação de insumos, controle de pragas e doenças, colheita, secagem, armazenagem, transporte, embalagem e comercialização.

‘‘Optamos pela produção orgânica da erva-mate em busca de melhores preços e esperamos as compensações para o investimento que fizemos’’, admite Ceni. Ele investe no mate orgânico desde 1994, quando iniciou a produção de mudas pelo sistema de estaquia, com a ajuda do filho, que é engenheiro florestal.

Este ano, o produtor não pretende atender a demanda regional. O objetivo é encaminhar a produção já certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP), para outros mercados nacionais e alguns países da Europa e Ásia e ainda os Estados Unidos. ‘‘Estamos colhendo, cancheando, armazenando e aguardando com-pradores’’, informa. Ceni processa chá-mate natural ou tostado, em sachês, caixinhas, caixas, sacos ou contêiners. ‘‘O pedido deve ser feito com 30 dias de antedência’’, anuncia.

Uruguai é o principal comprador
O Uruguai é o maior importador da erva-mate brasileira. Quase 100% da produção é destinada para aquele país, um mercado que consome cerca de 28 mil toneladas do produto – abastecidas pelo Brasil e Argentina –, por ano, segundo o empresário ervateiro Leandro Beninho Gheno, gerente da unidade da Baldo S/A, em São Mateus do Sul. O Brasil fica com cerca de 80% desse mercado de exportação, que se resume basicamente em erva-mate para chimarrão.

A preferência dos uruguaios é pelo mate de sabor mais encorpado sem deixar de ser suave, resultado de um produto de coloração verde ouro, feito só de folhas e estacionado durante oito meses. A Baldo é hoje a maior exportadora do segmento ervateiro do Brasil. Atuando nesse mercado desde 1978, a empresa definiu, em 1990, atender unicamente o mercado externo. ‘‘A escolha pelo mercado exportador, além de ser estratégica, está relacionada a expertise da empresa neste tipo de produto, obtido através de processos diferenciados de secagem, moagem e estacionamento’’, explica Gheno.

Só em 2005, a Baldo mandou para o exterior 16.603 toneladas de erva-mate para chimarrão, o que representou mais de US$ 16,5 milhões. ‘‘Para este ano, a previsão é manter os mesmos volumes de exportação, talvez com uma leve tendência de aumento’’, informa ele. Depois do Uruguai, os maiores mercados em potencial ficam na Europa, em países como Alemanha, Espanha e Itália, e ainda os Estados Unidos. ‘‘Basicamente temos o mercado alemão e outros países com imigração latino-americana, além de algumas exportações pontuais’’, informa o empresário. A Argentina, segundo ele, ainda é o maior produtor de mate. No Brasil a maior parte da produção é extrativista.

Novos nichos podem ampliar setor
Diversificar o destino da produção ervateira paranense tende a ser compatível com a conquista de novos nichos de mercado, segundo a técnica do Deral/Seab, Neusa Rucker, que concluiu, neste ano, um estudo científico sobre a erva-mate. ""Existe possibilidade de expansão da produção de acordo com a demanda de mercado, plantio de mudas com sementes selecionadas de boas erveiras e depende da opção do produtores"", diz.

Neusa lembra que houve um menor desempenho do setor, entre 2001 e 2004, atrelado aos melhores lucros obtidos com outras culturas, como a soja, estoque de ervais e demanda de mercado. Para o engenheiro agronômo da Emater Jorge Mazuchowski, a mola propulsora da produção de erva-mate está centrada no preço pago ao produtor. Os preços atuais estão acima da média histórica, fato repetido nas últimas três safras.

Uma proposta preliminar para melhoria da oferta da erva-mate seria a antecipação da colheita pelo produtor, observando as condições climáticas da região. Mazuchowski sugere ainda uma parceria entre produtor e indústria, com participação de entidades governamentais, determinando áreas de plantio, além de se estabelecer uma oferta programada, com ajustes de preços pagos ao produtor conforme a safra.

Para o empresário ervateiro Leandro Gheno, as possibilidades de expansão para o mercado da erva-mate como chimarrão são limitados. ""Não somos levados a sério ainda. Não existem políticas agrícolas para o setor, que também precisa ser mais unido e se profissionalizar. Até encontrar uma empresa que desenvolva maquinários de qualidade é difícil, acho que só existe umas duas no Brasil"", critica ele, que também é presidente do Sindicato do Mate do Paraná, entidade que ainda está em fase de organização.

Contudo, Gheno aponta que a versatilidade do mate traz várias opções de expansão do mercado, com produtos como o tererê erva-mate de sabor mais encorpado, feita com água fria , chá líquido saborizado ou natural, chá tostado e chá verde (vendido a granel ou em sachês). ""Ainda podemos pensar uma nova forma conceitual de vender o mate. Hoje, o consumo se alicerça basicamente em um hábito. Acho que podemos mostrar o potencial do produto como um sucedâneo do café, evidenciando sua propriedades nutracêuticas e nutritivas, por exemplo"", opina ele.

Em busca do melhor sabor
Curitiba - Uma pesquisa feita com os alunos do Ensino Fundamental da rede pública estadual sobre a aceitabilidade dos produtos servidos na merenda escolar, no final de 2005, apontou que apenas 55% deles acham bom o chá-mate servido nas escolas. O levantamento, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), ainda informou que 22% do alunado considera a bebida muito boa, 14% regular e 9% ruim. ""Queremos que alcance os índices do milho enriquecido com ferro, tido como muito bom por 83% das crianças e melhorar a oferta da segurança alimentar e de um produto nutricional sustentável"", diz Neusa Rucker, que é responsável pelo setor de erva-mate e corantes naturais do Deral/Seab.

Por isso, o Deral, juntamente com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Fundepar, desenvolvem pesquisas para tornar o chá-mate tostado para infusão da merenda escolar mais gostoso. ""Além de ter o preço de licitação muito baixo, as normas estipuladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária não privilegiam a granulometria, o aspecto, nem o sabor do alimento"", disse ela, que luta há 20 anos para melhorar a qualidade do produto que vai para as escolas. ""O que é oferecido hoje é uma erva-mate do tipo torrão ou totalmente esgotada acrescida de saborização. Tem muito pau e pouca folha, o que dá um gosto de serragem. A criança diz que não gosta e tem razão"", critica Neusa.

Por ano, cerca de 24 toneladas de chá-mate são destinados a merenda escolar de 830 mil alunos da rede estadual, que rendem o preparo da bebida doze vezes, por ano, em cada colégio. ""Isso porque o chá-mate é um alimento versátil. Ele pode ser servido quente no inverno, como gelado e com limão, no verão. E agrada os alunos das duas formas"", elogia Márcia Cristina Stolarski, chefe do departamento de Apoio Escolar da Fundepar.

De acordo com a nutricionista, o chá-mate não tem valor calórico significativo, mas associado a outras preparações, colabora para uma refeição gostosa. Há cinco anos que o chá-mate da merenda é de origem catarinense. Em quase todo o Estado o chá-mate é bem recebido, mas a aceitação é maior na região sudoeste, onde a colonização é de gaúchos e catarinenses.


Alimento quase completo

Pelo conjunto de nutrientes que oferece, pode-se dizer que a erva-mate é um alimento quase completo. A composição do produto contém vitaminas A, B1, B2, C e E e sais minerais, como alumínio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, mangânes e potássio. Somam-se à lista, proteínas (aminoácidos essenciais), alcalóides (cafeína, metilxantina, teofilina e teobromina), taninos (ácido fólico e cafeíco), glicídios, lipídios e ainda celulose, sacarina, dextrina e gomas. Além disso, o mate é um forte antioxidante.

A nutricionista clínica e esportiva Ana Paula Souza cita o estudo feito por pesquisadores do Instituto Pasteur e da Sociedade Científica de Paris, que aponta ""ser difícil encontrar uma planta em qualquer lugar do mundo que se iguale ao valor nutricional da erva-mate"". No entanto, ela faz um alerta. ""A erva-mate é um alimento completo em nutrientes, assim como a banana, por exemplo. Mas não substitui a alimentação diária, o mate serve como complemento apenas"", diz. Ana Paula é responsável pelo cardápio da merenda de quatro escolas particulares de Maringá e inclui a ingestão de chá um vez por semana. ""Para criança, 100 ml de chá por dia é o suficiente"", aconselha.

Apesar do sabor agradável, a nutricionista recomenda moderação na ingestão da bebida, especialmente para crianças. ""Qualquer tipo de chá aumenta a excreção de cálcio. Por isso, é preciso ter boas reservas de cálcio no organismo, com o consumo também de bebidas como o leite e os iogurtes"", recomenda. A dose ideal é de três xícaras de chás por dia. Para quem sofre de insônia, a orientação é para que o consumo do chá-mate ou chimarrão ocorra depois das refeições e até às 16 horas.


Receitas:
A nutricionista Ana Paula ensina algumas variações para quem quer se deliciar com a bebida. A base para todas as receitas é o tradicional mate puro gelado. O adição do açúcar é a gosto. Em todos os preparos a bebida deve ser batida no liquidificador.

- Mate puro: Coloque três colheres de sopa de chá mate tostado em um bule com um litro de água. Após ferver, aguarde de 10 a 15 minutos até a cor e o aroma ficarem ao seu gosto. Coe e coloque para gelar. Adicione açúcar à vontade.

- Mate com maracujá: 300 ml ou 50 g de polpa de maracujá + 30 ml de xarope de guaraná + 200 ml de mate puro.

- Mate com frutas: 300 ml ou 25 g de polpa de maracujá + 25 g de polpa de acerola + 210 ml de mate puro.

- Mate energético: 300 ml ou 25 g de polpa de maracujá + 25 g de polpa de manga + 210 ml de mate puro Zetti 300 ml + 50 g de polpa de acerola + 30 ml de xarope de guaraná + 200 ml de mate puro.

- Mate doce: 300 ml ou 30 ml de suco de limão (diluído uma parte de limão para duas de água) + 2 colheres de sopa de leite condensado + 210 ml de mate puro

Fonte: www.clinicadenutricao.com.br/ Clínica de Nutrição Santé





Flora Guedes


Fonte: Folha de Londrina














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