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Terça-feira, 07 de dezembro de 2004 - 17h48m

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SC: Educação do campo terá currículo diferenciado



Florianópolis/SC

Construir uma política de educação para o campo, com a elaboração de que um currículo diferenciado e financiamento é o principal objetivo do Seminário Catarinense Educação do Campo que a Secretaria de Estado da Educação e Inovação, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), promove de quarta a sexta-feira (8 a 10), em Florianópolis. Mais de 400 profissionais ligados a organizações governamentais e não governamentais participam do evento no Morro das Pedras Praia Hotel, em Florianópolis. No final do seminário será criado um grupo executivo que assinará um acordo de cooperação com o MEC contemplando a carta com as propostas de Santa Catarina. A abertura será às 19h30min desta quarta-feira (8), seguida da palestra A Educação no Campo e o Plano Estadual de Educação de Santa Catarina,proferida pelo coordenador da Comissão Estadual de Municipalização da Educação da SED, Lauro Guesser.

Palestrante da quinta-feira (9), às 8h45min, o coordenador geral de Educação do Campo do MEC, Antonio Munarim, fala sobre As Políticas do MEC para a Educação do Campo. Às 9h25min, a professora Sônia Meire, da Universidade Federal do Sergipe, dá a palestra Bases para a Construção de Políticas Públicas Para a Educação do Campo. Representantes da Secretaria, de movimentos sociais, Associação das Casas Familiares e Rurais, universidades e da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação apresentam experiências na área da educação do campo, às 16h15min, também na quinta-feira.

Segundo dados do Instituto Brasileiro Geográfico e de Estatística (IBGE), a população catarinense aumentou na zona urbana de 3.208.537 em 1991, para 4.197.287 em 2000. Enquanto que na zona rural passou de 1.333.457 para 1.135.997, no mesmo ano. “O contexto educacional ainda coloca a população rural em condições desiguais”, afirma Guesser. De acordo com o Plano Estadual de Educação de Santa Catarina, em 1999 15.119 pessoas do meio rural conseguiram alcançar 9 anos de escolarização, enquanto que nas cidades 107.590 pessoas conseguiram o mesmo feito. Entre as principais diretrizes do Plano está o de garantir o acesso universal e a permanência com qualidade do filho do agricultor.

Além das unidades escolares localizadas na zona rural, pertencentes às redes estadual e federal, existem 75 escolas localizadas em 100 assentamentos catarinenses, que abrigam cerca de 1.421 famílias de agricultores. Do total dessas escolas, em torno de 90% são de responsabilidade da rede municipal de ensino.

Sobre o currículo diferenciado, o coordenador do evento e consultor educacional da SED, José Raul Staub, explica que o núcleo comum às disciplinas tradicionais será mantido, mas os filhos de agricultores terão garantia de uma parte diferenciada de acordo com a realidade em que estão inseridos. Também está previsto a implantação de um calendário escolar diferente das demais escolas catarinenses. O coordenador também informa que em setembro deste ano o Conselho Estadual de Educação, através do Parecer 263, autorizou projeto da SED para funcionamento da experiência pedagógica, na modalidade de Escola Itinerante, nos acampamentos do MST. Através desta modalidade, os filhos dos acampados terão uma escola de referência para a sua certificação e aulas no próprio acampamento. Os professores serão contratados pela Secretaria durante o ano letivo ou no início das aulas.


Fonte: Governo de SC














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