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Sexta-feira, 14 de setembro de 2007 - 11h37m

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Piauí: indústrias do mel e do caju fortalecem cadeias produtivas do Nordeste, diz a Fundação BB



Fundação Banco do Brasil e parceiros inauguram unidades de processamento do mel e do caju no Piauí.


Teresina/PI

A Fundação Banco do Brasil e parceiros inauguram, no dia 18 de setembro, em Picos (PI), um complexo industrial e tecnológico para beneficiar o mel e o caju da região. Os empreendimentos, que tiveram investimentos sociais da Fundação BB da ordem de R$ 4,9 milhões, foram conquistados pelos pequenos produtores locais, ligados à Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido (Casa Apis) e à Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi).

A Casa Apis reúne dez entidades, localizadas em Picos, Pio IX, Itainópolis, Simplício Mendes, Piripiri, Esperantina e São Raimundo Nonato, no Piauí, além de Horizonte e Barbalha, no Ceará. O complexo cooperativo inclui ainda 20 casas de processamento de mel para receber, centrifugar e filtrar o mel diretamente dos apicultores. No total, 1,6 mil famílias de 34 municípios piauienses e cearenses estão ligadas à Casa Apis e outras 6 mil famílias participam indiretamente do projeto.

A Cocajupi reúne 478 famílias de produtores e outras 285 pessoas atuam diretamente nas minifábricas e na central. A Cocajupi tem dez cooperativas filiadas, nos municípios de Altos, Vila Nova do Piauí, Francisco dos Santos, Ipiranga do Piauí, Itainópolis, Jaicós, Campo Grande do Piauí, Monsenhor Hipólito, Pio IX e Santo Antônio de Lisboa. Os investimentos da Fundação BB incluem a construção de dez minifábricas de castanha de caju, sete das quais já estão em funcionamento nas cooperativas de produtores.

Sem atravessadores – Antônia Evangelista de Andrade é uma das cajucultoras participantes do projeto. Viúva e moradora da comunidade de Serra Aparecida, em Pio IX, Neide, como é mais conhecida, tem três filhos e participa do projeto de cajucultura há dois anos. Atualmente, é presidente em exercício da Cocajupi. “Antes, a gente vendia para o atravessador por um preço muito barato. Agora, vamos poder beneficiar nossa própria castanha e ter o nosso próprio lucro”, diz. “Nossa região é muito pobre e o trabalho na roça nos dá e também nos toma, porque nem sempre a safra é boa. Com a minifábrica, podemos armazenar e beneficiar a castanha no ano seguinte, garantindo trabalho o ano inteiro”, reflete.

O diretor-geral da Casa Apis, Antônio “Sitônio” Leopoldino Dantas, lembra que a Casa Apis não é apenas uma agroindústria: “É um complexo empresarial que atua da produção à comercialização, passando pelo beneficiamento”. O projeto tem c aráter solidário, ambiental, sustentável e educacional. Inclui a capacitação dos apicultores, a instrumentalização da cadeia produtiva e o apoio técnico. “Além disso, temos plano de negócios e de marketing”, revela Sitônio.

Rastreabilidade
“O mel produzido aqui é diferenciado e tipificado, produzido em matas nativas, sem defensivos agrícolas e tóxicos. A Casa Apis já conquistou certificado de orgânico e de controle de qualidade”, completa. A entidade está implantando, ainda, o programa de georeferenciamento e de rastreabilidade do mel. A proposta é monitorar todo o processo produtivo do mel, com garantia do controle sanitário e da produtividade. “Dessa forma, o comprador do mel no exterior, por exemplo, vai saber que este produto só se encontra aqui, no semi-árido-brasileiro”, diz Sitônio. O programa é desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil em parceria com a Confederação Brasileira de Apicultura (CBA).

O atravessador compra o quilo de mel por R$ 2,28. Com o produto processado, os apicultores podem obter, pela mesma quantidade, R$ 3,50. Além de eliminar o atravessador, será possível aumentar a qualidade do mel beneficiado e embalado para atender as exigências do mercado nacional e internacional.

O evento de lançamento das unidades de processamento terá a presença do presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, do governador do Estado do Piauí, Wellington Dias, e do presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, além de cerca de 1 mil apicultores e cajucultores dos estados do Piauí, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Bahia.

Mel
Com área de cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, a indústria do mel tem capacidade para processar e comercializar a produção total das cooperativas, num total de, aproximadamente, 2 mil toneladas por ano. O complexo é constituído por uma indústria de beneficiamento de mel e um centro tecnológico com laboratório para análise do produto. “Na fábrica, serão padronizados e envasados os produtos fracionados e derivados do mel para fortalecer a atuação dos apicultores no mercado regional e nacional e ampliar as possibilidades de exportação”, esclarece o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena.

Além da sustentabilidade econômica do empreendimento, o projeto pretende contribuir para a preservação do meio ambiente e elevar o grau de educação dos apicultores envolvidos.

Caju
O estado do Piauí se destaca como o segundo maior produtor de caju do Brasil, atualmente com 170 m il hectares plantados, dos quais aproximadamente 150 mil estão em produção. No Piauí, existem 20 agroindústrias de beneficiamento de castanha de caju e a produção é de 160 mil toneladas ao ano. O pólo de Picos é uma referência para o Piauí em caju e castanha. O setor gera cerca de 30 mil empregos permanentes e 60 mil temporários.

Constituída em 2005, a Cocajupi atua no segmento da produção, industrialização e comercialização dos produtos de caju e derivados para organizar e fortalecer a cadeia produtiva do caju. O objetivo da entidade é possibilitar a incorporação do lucro aos ganhos dos agricultores familiares, até então apropriado pelos intermediários e pelas indústrias de castanhas.

Outras metas são fortalecer o setor de processamento de castanha de caju, melhorar o padrão de qualidade dos produtos, adotar tecnologias mais eficientes e metodologias adequadas de processo para aquisição de matéria-prima. A padronização da produção, o aumento da produtividade, a capacitação e a elevação da renda dos produtores em todos os elos da cadeia produtiva são outras das propostas da Cocajupi.

Cada minifábrica tem capacidade para beneficiar diariamente 1000 kg de castanha, o que resulta em 200 kg de amêndoas. A central tem capacidade para selecionar e classificar 1.200 kg de amêndoas por dia. Na última safra (2006), segundo o consultor do projeto no Piauí, Ruy Ferreira Brito, foram adquiridas pelas cooperativas 1.062 toneladas de castanha de caju.

Os parceiros da Fundação Banco do Brasil nos projetos são:

Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil;

Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf);

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio-Norte);

Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater/PI);

Fundação Unitrabalho;

Governo do Estado do Piauí;

Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Integração Nacional;

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);

Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Piauí;

United States Agency for International Development (Usaid);

Universidades Federal e Estadual do Piauí.



Inauguração da Indústria do Caju de Picos/Cocajupi
Data: 18 de setembro de 2007
Hora: 9h
Local: Rua Projetada, s/n, bairro Junco (próximo à Conab)
Picos (PI)

Inauguração da Indústria do Mel/Casa Apis
Data: 18 de setembro de 2007
Hora: 10h
Local: Distrito Industrial de Picos, lotes 48 e 49 – Bairro Conjunto Pantanal
Picos (PI)


Fonte: Fundação Banco do Brasil














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