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Quinta-feira, 30 de dezembro de 2004 - 08h02m

Agronegócio > Suínos

Preço do porco vai às alturas



A crise vivida pela suinocultura durante os anos de 2001 a 2003 é uma das causas da elevação dos preços.


Passo Fundo/RS

Um dos tradicionais pratos da ceia de Ano Novo deve estar ausente em muitas residências nesta virada de ano. O elevado custo do quilo do suíno para o consumidor é a razão. Em Passo Fundo e Erechim, a média do preço nos mercados oscila entre R$ 11 e R$ 14 –, sendo que, em alguns estabelecimentos, é mais do que o dobro do valor que deveria estar sendo praticado.

Em Chapecó, Santa Catarina, onde a produção de suíno é um dos carros chefes da economia, o preço do quilo do porco está mais acessível, R$ 6,80 para o pernil. Mesmo assim, os valores foram majorados em 60% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Carazinho os preços variam de R$ 6,90 o quilo do pernil a R$ 8,85 a costela.

A crise vivida pela suinocultura durante os anos de 2001 a 2003 é uma das causas da elevação dos preços. O aumento no preço do farelo de soja e do milho fizeram com que muitos produtores abandonassem a atividade, porque o custo de produção era superior a renda obtida. Como conseqüência, a oferta não consegue acompanhar a demanda do mercado. A febre aftosa e a doença de Aujeski também contribuíram para interromper as exportações, especialmente para a Rússia, colaborando ainda mais para a redução na produção.

Diante do cenário vivido, o engenheiro agrônomo do escritório Municipal da Emater de Camargo, João Batista Soares Coimbra, diz que a produção geral na região daquele município foi reduzida em 45% e, os não integrados chegaram a reduzir em 60%. Já em Erechim, de acordo com o médico veterinário do Escritório Municipal da Emater, Walmor Gasparin, a produção caiu em 40%. Para os técnicos, no entanto, a especulação também contribui para o aumento de preço da carne que vem sendo vendida nesta época do ano.

Alto do preço ampliam renda de quem ainda produz
Com o preço lá em cima, ganha o produtor que tem animais para o abate. Conforme o engenheiro agrônomo, João Batista Soares Coimbra, historicamente, o produtor recebe em torno de US$ 0,70 pelo quilo do suíno vivo. Mas atualmente, o valor recebido chega até R$ 3,40. “Depois da crise, ficou difícil a reação do setor, porque o custo de investimento está elevado e há o receio de que novas crises ocorram, pois o mercado é instável”, salienta Coimbra. A previsão é de que nos meses de fevereiro e março o preço estabilize, mas para a produção dar conta de atender a demanda, o médico veterinário Walmor Gasparin, diz que o processo não é imediato e vai levar de seis meses a um ano.

Com relação ao valor cobrado ao consumidor, Coimbra diz que “a especulação tem de ser combatida. Ou o consumidor faz seu preço ou opta por outro tipo de carne”. “Além da redução na produção em função da crise dos últimos três anos e pela diminuição de matrizes, também há campanhas estimulando o consumo da carne suína, porque no Brasil, são consumidos 13 quilos pessoa/ano, enquanto que na Europa são cerca de 70 quilos pessoa/ano. Para Gasparin os produtores devem pensar que esse é o momento de ampliar a produção já que o mercado se mostra favorável a um bom negócio.


Fonte: Diário da Manhã














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