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Quinta-feira, 08 de maio de 2008 - 06h07m

Agricultura > Cana-de-Açúcar

SP: rendimento na cana chega a 180 toneladas/ha



São Paulo/SP

O sistema de fertirrigação da Netafim também dá certo em São Paulo. Luiz Fernando Feltre, produtor de cana em Mineiros do Tietê (SP), na região de Jaú, colheu no primeiro corte, em 2007, uma média de 180 toneladas de cana por hectare, o dobro da obtida na área de sequeiro.

A Fazenda São João, de Feltre, com 2,3 mil hectares, tem projeto para irrigar 300 hectares de canaviais. E a vizinha Fazenda Natal, de Igaraçu do Tietê (SP), com 600 hectares irrigados, deve chegar a 200 toneladas por hectare .

Composto por tubos com gotejadores que ficam enterrados no solo, o sistema resulta numa produtividade média entre 140 e 170 toneladas por hectare por safra, durante dez a 12 safras. Depois desse período é preciso retirar a tubulação para reformar os talhões, com custo equivalente a 10% do valor do projeto. Sem irrigação, um canavial dura cinco ou seis anos, com produtividade média de 80 toneladas por hectare por ano. Além do ganho de produtividade, com a fertirrigação por gotejamento há a redução pela metade no custo de renovação dos canaviais.

O diretor nacional da divisão bioenergia e novos negócios da Netafim do Brasil, Flávio Aguiar informa que o custo de implantação da irrigação por gotejamento na cana varia de R$ 4,8 mil a R$ 7 mil dependendo do clima e topografia da área." Segundo ele, o retorno ocorre em menos de três safras, incluindo a implantação do canavial e do projeto irrigado e a condução da lavoura até a terceira safra", diz Feltre, que é fornecedor da unidade Barra Bonita (SP) da Cosan.

Há também quem opte por irrigar os canaviais com sistemas de pivô central rebocáveis. É o caso de Luiz Antônio Sabonge, produtor de gado confinado, grãos, sementes e cana-de-açúcar na Fazenda Boa Esperança, em Paracatu (MG). "A meta é colher, mecanicamente, uma média anual de 110 toneladas por hectare, durante pelo menos sete safras", informa Sabonge.

Café irrigado
Antes de atrair o setor canavieiro, a fertirrigação chegou aos citricultores e cafeicultores. Aguiar informa que, em 1994, o Brasil tinha 1,9 milhão de hectares de cafezais, dos quais 10 mil eram irrigados. "Hoje, o País tem 2,3 milhões de hectares com café, dos quais 200 mil são irrigados, metade deles com sistemas de gotejamento da Netafim", afirma.

Aguiar, diz, com base em dados da FAO, que de toda a área cultivada do planeta, de 1,5 bilhão de hectares, entre 17% e 18,5% é irrigada. "E esta pequena área é responsável por 45% de toda a riqueza criada na área agrícola." O executivo ressalva que, dos 230 milhões de hectares irrigados no planeta, 4,5% são por sistemas localizados (gotejamento e micro aspersão), 13,5% por sistemas convencionais de aspersão e 82% por outros métodos, que incluem inundação e irrigação por sulcos. "Inundação e sulcos são métodos primitivos. O desperdício de água é um absurdo", diz ele.

Segundo Aguiar, o aumento da demanda por alimentos pode ser suprido de maneira sustentável desde que se usem métodos eficientes de irrigação, como a fertirrigação por gotejamento, e respeite-se o zoneamento agrícola.

A irrigação movimentou US$ 1,4 bilhão no mundo em 2007 e a estimativa é que o setor movimente US$ 1,6 bilhão em 2010. Para Aguiar, o crescimento da Netafim segue a mesma tendência.


Fonte: Gazeta Mercantil














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