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Segunda-feira, 15 de setembro de 2008 - 08h34m

Agroindústria > Cana-de-Açúcar

GO: São Martinho muda perfil social e econômico da pequena Quirinópolis



Quirinópolis/GO

Duas novas usinas sucroalcooleiras estão mudando o perfil econômico e social da pequena cidade goiana de Quirinópolis, 300 quilômetros ao sul da capital Goiânia. A Usina Boa Vista, do Grupo São Martinho, inaugurada na última sexta-feira, com 1,5 mil empregos diretos, e a Usina São Francisco, do Grupo USJ, que começou a operar em 2006, com 1,8 mil empregos, injetaram novo ânimo no município de 45 mil habitantes.

"Até 2004, registrávamos 200 a 250 novos empregos por ano em Quirnópolis. De 2005 para cá, com a chegada das usinas, que começaram formando os viveiros e os canaviais, os empregos somaram 8 mil, ou seja, 2 mil por ano", comemora o prefeito Gilmar Alves da Silva.

Segundo ele, a cidade, cuja economia era baseada na pecuária de corte e leiteira, viu chegar várias empresas prestadoras de serviços nos últimos anos, nos segmentos de transportes, alimentação, hoteleiro, financeiro, de mecanização agrícola e de manutenção industrial. "O comércio está pujantes. A arrecadação subiu de R$ 24 milhões em 2005 para R$ 45 milhões neste ano", informa o prefeito.

Uma das empresas que vieram para cá foi a concessionária Goiás Maq, da Case IH. Arthur Monassi, dono da revenda Tracan, com sede em Ribeirão Preto (SP), e Cesar Campanha, da Trator Soluções, de Araras (SP), investiram em sociedade R$ 10 milhões em duas novas concessionárias de tratores Case, em Quirinópolis e Itumbiara. "Criamos 60 empregos diretos e 40 indiretos nas duas concessionárias", informa Monassi.

Festa prestigiada
Até o presidente e o vice-presidente da Case IH para a América Latina, Valentino Rizzioli e Francesco Palaro, compareceram à inaguração da terceira unidade industrial do Grupo São Martinho. "A cidade já mudou mas vai melhorar ainda mais", declara Palaro. A CNH é tradicional fornecedora de tratores e colheitadeiras para ambos os grupos sucroalcooleiros instalados em Quirinópolis.

Presente na cerimônia de inauguração da Usina Boa Vista, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, exagerou no discurso: "O melhor lugar do mundo é aqui e agora. Talvez, não tenha exagerado tanto. "Gosto de Quirinópolis e pretendo continuar aqui", diz Vitor Hugo, de 20 anos, office-boy que trocou uma butique que lhe pagava R$ 400 pela Usina Boa Vista, onde ganha 50% mais.

"Quero crescer com a usina. Ano que vem, vou cursar a faculdade de engenharia mecânica em Rio Verde, a 100 quilômetros daqui. Vou viajar todo dia", afirma. Se as usinas não tivessem sido instaladas na cidade, muito provavelmente o destino de Victor Hugo seria outro.

"As usinas criam um novo patamar de expectativa de qualidade de vida", justifica o CEO do Grupo São Martinho.

João Guilherme Sabino Ometo, presidente do conselho de administração do Grupo São Martinho, diz que "uma agroindústria como a do etanol faz girar o dinheiro na região e é catalisadora de empregos." Segundo ele, a indústria sucroalcooleira está tão desenvolvida que precisa qualificar o trabalhador. Ele informa que a Boa Vista e a São Francisco firmaram convênio com o Senai que trará cursos de qualificação profissional para cá, para preparar mão-de-obra para as usinas e outras indústria que aportarem em Quirinópolis. A prefeitura já está construindo o prédio que abrigará a unidade regional do Senai em Goiás. 


Usina Boa Vista foi construída em tempo recorde
A terceira unidade industrial do Grupo São Martinho em Quirinópolis (GO), a Usina Boa Vista, foi construída no tempo recorde de 15 meses e vai absorver investimentos de R$ 700 milhões até 2010/11, quando se encerra a primeira fase do projeto.

"O Grupo São Martinho aposta no crescimento do mercado interno e externo do álcool", diz o CEO Fábio Venturelli. Segundo ele, o mercado mundial de álcool baterá o volume de 140 bilhões de litros em 2015. Até 2020, com investimentos de mais R$ 2 bilhões, o grupo espera triplicar a moagem de cana para 30 milhões de toneladas, informa Venturelli.

Uma das mais modernas unidades sucroalcooleiras do mundo, com colheita 100% mecanizada, acionamento elétrico das moendas, a Boa Vista, ainda nesta primeira safra, processará 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar e produzirá 107 milhões de litros de etanol. Na safra 2010/11, deverá moer 4 milhões de toneladas de cana e produzir 318 milhões de litros de etanol.

Segundo Ericson Marino, superintendente agroindustrial do grupo, responsável pela implantação da Boa Vista, "o lay-out da usina permite que sejam construídas fábricas de açúcar, de biodiesel, refinarias e até o aumento da produção de álcool, se houver demanda. Segundo Venturelli, "a decisão de crescer ou não sempre depende do mercado."

A Boa Vista já tem mercado garantido : 30% da produção serão absorvidos pela Mitsubishi Corp, que tem 10% das ações da Usina Boa Vista.

A usina terá capacidade de gerar 65 MW. O excedente será de 41 MW durante a safra


Edson Álvares da Costa


Fonte: Gazeta Mercantil














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