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A indústria de adubos também está preocupada com a alta no preço da mercadoria, que vem sendo criticada incisivamente pelos produtores rurais. Para tentar explicar o assunto aos integrantes do setor, o Sindicato da Indústria de Adubos do RS (Siargs) promoveu, ontem, uma palestra para os associados, com o sócio-consultor da MB Agro, de São Paulo, Alexandre Mendonça de Barros. Ele traçou um histórico da crise e apontou que o crescimento do poder de compra de países asiáticos exigiu maior aproveitamento das lavouras, assim, a demanda por fertilizantes cresceu e a produção não acompanhou.
Conforme o consultor, a alta dos preços puxada pela grande demanda é uma tendência mundial que se reflete diretamente no Brasil, que importa 70% dos insumos para a produção de fertilizante. E ainda mais no Rio Grande do Sul, onde 100% da matéria-prima vem de fora. Ásia, Europa e Estados Unidos não têm mais espaço físico para expandir a produção e a alternativa é aumentar o consumo de adubo para ampliar o aproveitamento daquilo que plantam. Com isso, o agronegócio brasileiro pode enfrentar problemas. Corremos o risco de nossos produtores quererem expandir as lavouras e não terem insumos, alertou Mendonça de Barros.
Ele afirmou que, há três anos, não havia consumo tão alto de fertilizantes, o que só veio a ocorrer quando se teve conhecimento dos baixos estoques mundiais de alimentos. Assim, as indústrias não investiam em aumento da produção dos insumos, já que a medida exige bilhões de dólares em recursos.
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